UPE - PORTUGUÊS
EQUIPE DE PROFESSORES DE PORTUGUÊS:
ANA
PAULA SOBREIRA
CRISTIANE CONDE
INALDO SOARES
LÚCIA SANT´ANA
MÔNICA SOARES
REJANE
DE MELO
ROSÂNGELA BEZERRA
TEREZA BRANDÃO
VENUSA SÁ LEITÃO
"Terra Adorada
Entre outras
mil,
És tu,Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe
gentil,
Pátria amada,
Brasil!"
Texto [1] para as questões 01 e 02
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![]() |
01. Um dos mecanismos da coesão textual é a reiteração de estruturas sintáticas. Sua função é assinalar que há progressão no texto. Em face disto, analise os itens a seguir e responda ao que se pede.
| I. | "José Maria, já pecador ouvido em confissão, já perdoado dos seus primeiros pecados, já orientado contra alguns dos pequenos e não apenas contra os grandes inimigos da alma, não vinha estudando com o padre somente Religião." [linhas 1-5] |
| II. | "Pelos ouvidos e pelos olhos lhe vinham chegando agora, através principalmente de vozes latinas e de estampas de livros, novas formas, novas cores, novos sons, que se juntavam às palavras..." [linhas 7-10] |
| III. | "...e que, para ele, vinha sendo um refúgio contra certas imposições um tanto secas e autoritárias de Dona Sinhá ao filho amado." [linhas 21-23] |
Constatamos o mecanismo de coesão pela reiteração de estruturas
sintáticas
A) apenas no item I.
B) apenas no item II.
C) apenas no
item III.
D) nos itens I, II e III.
E) exceto no item III.
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QUESTÃO 01
GABARITO:
E NÍVEL: MÉDIO
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02. "Pelos ouvidos e pelos olhos lhe vinham chegando agora, através principalmente de vozes latinas e de estampas de livros, novas formas, novas cores, novos sons [1], que se juntavam às palavras e aos modos aprendidos com Dona Sinhá [2] para o separarem de Inácia, das outras negras, dos muleques, dos pescadores de Ribamar, de suas várias deformações do português em língua, ora muito cheia de palavras vindas da África [3], ora muito adoçada em língua para menino e para escravo, sem rr nem ss, nem ll." [linhas 7-16]
Observe as orações no fragmento acima.
| I. | A oração [1] é principal em relação à oração [2]. |
| II. | A oração [2] classifica-se como subordinada e adjetiva. |
| III. | A oração [3] é coordenada assindética porque não vem introduzida por conjunção coordenativa (pelo síndeto), embora seja reduzida de gerúndio. |
A afirmação é verdadeira
A) apenas no I.
B) apenas no
II.
C) nos itens I e II.
D) apenas no III.
E) exceto no II.
A
oração [2] é subordinada adjetiva da oração (1), que é principal em relação à
(2). Toda oração adjetiva é obrigatoriamente iniciada por um pronome relativo
(no caso da oração [2]. tem-se o que –
equivalendo a os quais – como pronome
relativo).
Já a oração [3] classifica-se apenas como subordinada adjetiva reduzida de gerúndio (se desenvolvida, ficaria “que vieram da África”) em relação à oração imediatamente anterior: “Ora muito cheia de palavras”, que é coordenada sindética alternativa “ora muito adoçada em língua para menino e para escravo, sem rr, nem ss, nem ll.”
Texto [2] para as questões 03, 04, 05 e 06.

03. Observe.
| I. | Há uma contradição perturbando o narrador ("... é uma irritação antiga que me deixa inteiramente calmo." [linhas 11-12]), acentuando nele o desejo de compreender o que está acontecendo. |
| II. | As contradições de Paulo Honório, nesse seu devaneio, devem ter relação com o desejo de rever Madalena, embora, simultaneamente, também se perceba que ele se debate contra suas atitudes, o que ainda o irrita, como acontecia no tempo em que a esposa era viva. |
| III. | Nesse caso, tem-se, aí, o mesmo Paulo Honório do final da obra: sozinho, triste, convivendo com seus fantasmas, um homem amargo que perdeu as oportunidades que teve e agora só tem mesmo que lamentar. |
A afirmação é verdadeira
A) apenas no item I.
B) nos itens I, II e
III.
C) somente nos itens I e II.
D) apenas no item III.
E) nos itens
II e III.
Mesmo que ainda se irrite com as atitudes de Madalena, sua falecida esposa, as contradições de Paulo Honório estão todas relacionadas ao forte desejo de tê-la viva, ressurrecta, vivendo ao seu lado.
Até o final do livro, tem-se um homem sozinho, triste, convivendo apenas com seus fantasmas. Um Paulo Honório totalmente amargurado por ter perdido a oportunidade de ser feliz com Madalena, restando-lhe apenas lamentar-se.
04. Observe.
"A
voz(1)
dela me chega aos ouvidos. Não, não é aos ouvidos. Também já não a vejo com os
olhos(2).
Estou encostado à mesa, as mãos
cruzadas(3). Os objetos fundiram-se, e
não enxergo sequer a toalha branca." [linhas 04-07]
A) no vocábulo (1), encontramos tema, mas o seu
plural deve ser considerado atemático.
B) no vocábulo (2), não existe vogal
temática, pois "olhos" não é verbo.
C) no vocábulo (3), a formação se deu por
derivação sufixal e ainda encontramos nele uma desinência de número.
D) nos
vocábulos (2) e (3), encontramos desinência de gênero.
E) no vocábulo (3), o
processo de formação é idêntico ao da palavra "enxergo".
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QUESTÃO
04
GABARITO:
C NÍVEL: MÉDIO
ASSUNTO: ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS Importante será para o fera lembrar-se de alguns conceitos
relativos à estrutura e formação das palavras. Observe, então, caro fera, os seguintes exemplos: a) mar, sol, voz b) olhos, alunas Os vocábulos do exemplo “a” não se podem dividir em formas menores
significativas, porque possuem apenas RADICAL. Já no exemplo “b”, as
palavras recebem, além do radical, outros elementos de significação, que
vão indicar as flexões gramaticais. São as DESINÊNCIAS, que se dividem em
nominais (marcadoras das flexões de gênero e número – em nomes e certos
pronomes) e verbais (aquelas que marcam as flexões de número, pessoa,
tempo e modo nos verbos). Em “olhos” temos desinência de número; já em
“alunas” há desinência de gênero e de número. Muitas vezes, o radical não pode funcionar imediatamente como
palavra; completa-o, então, uma vogal para constituir-se o tema da
palavra. Por isso chamamos essa vogal “VOGAL TEMÁTICA”. O TEMA é, portanto, o radical acrescido da vogal temática e que
constitui a parte da palavra pronta para funcionar no discurso e/ou
receber a desinência ou o sufixo. Alguns nomes terminados em vogal tônica (a, e, o) como “fé”. por
exemplo, não têm vogal temática e por isso se dizem ATEMÁTICOS. Nesse
caso, o tema coincide com o radical. FIQUE LIGADO! Quando o vocábulo terminar em consoante, a vogal temática só
aparece quando o mesmo é pluralizado. Observe o vocábulo voz: Sua vogal temática só aparece quando passamos para o plural:
“vozes”; sendo, portanto, um vocábulo com vogal temática latente no
singular e patente no plural. (cf. BECHARA, 1999: 338) Quanto aos processos de formação de palavras, dizemos que há
derivação prefixal quando antepomos um prefixo à base do vocábulo e
sufixal, quando pospõe-se um sufixo à base do vocábulo. Após as considerações acima você, caro fera, certamente terá
argumentos para confirmar a veracidade da afirmativa de letra “C”. Há
derivação por sufixo em “cruzadas”, que também
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apresenta uma desinência marcadora de
plural: a desinência de número. |
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OBSERVE!! VOZ Ü
Radical = tema VOZôEôS Ü
RadicalôVogal temáticaôDesinência de número. OLHôOôS Ü
Radical ôvogal temáticaôDesinência de número. CRUZôADAôS Ü Radical = tema
ôsufixoôDesinência de número. |
05. Observe.
"A voz de Madalena continua a
acariciar-me. Que diz ela? Pede-me naturalmente que mande algum dinheiro a
mestre Caetano. Isto me irrita, mas a irritação é diferente das outras, é
uma irritação antiga, que me deixa inteiramente calmo. (...)
A toalha
reaparece, mas não sei se é esta toalha sobre que tenho as mãos cruzadas ou
a que estava aqui há cinco anos." [linhas 09-16]
Assinale a opção que apresenta, pela ordem, a classificação correta das palavras grifadas.
| A) | artigo | pronome | pronome demonstrativo |
| B) | artigo | pronome | artigo |
| C) | preposição | artigo | pronome demonstrativo |
| D) | pronome | artigo | pronome pessoal |
| E) | preposição | pronome pessoal | pronome demonstrativo |
1. “...continua a acariciar-me”. – Há, aqui, uma
locução verbal, por isso o a se classifica como preposição – conectivo de
palavras.
2. “... mas a irritação é diferente das outras...” – o
termo a irritação ao é sujeito da oração, constituído de um núcleo substantivo
(irritação) e de um adjunto adnominal, representado pelo artigo definido a.
3. “... mas não sei se é esta toalha sobre que tenho as mãos cruzadas ou a que estava aqui há cinco anos.” – aqui se tem o a equivalente a aquela, classificando-se, portanto, como pronome demonstrativo.
06. Observe os fragmentos de textos a seguir.
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I. |
"O almoço era um banquete, não pela quantidade, o que seria de mau gosto, mas pela variedade e delicadeza das iguarias. (...) A princípio a moça ocupou-se unicamente em servir; depois, trincando nos alvos dentes a polpa vermelha de uma lagosta, animou a conversação com uma palavra viva e cintilante." |
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II. |
"— A segunda
interrupção foi teu marido. Mariana estremeceu.
— Foi aqui perto, continuou Evaristo; falamos de ti, ele primeiro, a propósito não sei de quê, e falou com bondade, quase que com ternura. (...) — Não venhas outra vez com essa eterna desconfiança, atalhou Mariana sorrindo, como na tela, há pouco. Que quer você que eu faça? Xavier é meu marido; não hei-de mandá-lo embora, nem castigá-lo, nem matá-lo, só porque eu e você nos amamos. — Não digo que o mates; mas tu o amas, Mariana." |
|
III. |
"A minha Tia Sinhazinha era uma velha de uns sessenta anos. Irmã de minha avó, ela morava há longo tempo com o seu cunhado. Casada com um dos homens mais ricos daqueles arredores, o Dr. Quincas, do Salgadinho, vivia separada do marido desde os começos do matrimônio. Era um temperamento esquisito e turbulento. (...) Esta velha seria o tormento da minha meninice. Minha Tia Maria, um anjo junto daquele demônio... (...) As pobres negras e os moleques sofriam dessa criatura uma servidão dura e cruel." |
|
IV. |
"— Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas, mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas..." |
Os Textos [1] e [2] pertencem ao Modernismo. Considerando-os atentamente, assinale a opção cujo(s) fragmento(s) pertence(m) a obra(s) desse mesmo estilo de época.
A) O I e o III .
B) O II e o III.
C) O I e o
II.
D) Apenas o III.
E) Apenas o IV.
O fragmento III é pertencente à obra de José Lins do Rego, autor do Modernismo – Geração de 30 – do ciclo da cana-de-açúcar. Única proposição relativa ao Modernismo.
Texto [3] e Texto [4] para as questões 07, 08 e 09.
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Texto [3] |
Texto [4] | |
| Chegas, com os olhos úmidos, tremente A voz, os seios nus, - como a rainha Que ao ermo frio da Tebaida vinha Trazer a tentação do amor ardente. Luto: porém teu corpo se avizinha Do meu, e o enlaça como uma serpente... Fujo: porém a boca prendes, quente, Cheia de beijos, palpitante, à minha... Beija mais, que o teu beijo me incendeia! Aperta os braços mais! que eu tenha a morte,Preso nos laços de prisão tão doce! Aperta os braços mais, - frágil cadeia Que tanta força tem não sendo forte, E prende mais que se de ferro fosse! ![]() Imagem obtida na web |
Pálida
à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar, na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando... Negros olhos as pálpebras abrindo... Formas nuas no leito resvalando... Não te rias de mim, meu anjo linda! Por ti – as noites eu velei chorando, Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo! AMOEDO, Rodolfo. Estudo de mulher, 1884. Revista Época, Rio de Janeiro, Ano III, n.º 107, p. 123, 2000. | |
Estas duas figuras foram colocadas aqui para ajuda-lo(a) a compreender a visão de mundo de cada poeta em sua época.
07. Observe, analise e conclua.
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I. |
Pode-se dizer que os Textos [3] e [4] apresentam concepções de amor diferentes: num deles, o amor é idealizado; no outro, o amor é mais carnal do que espiritual. |
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II. |
O TEXTO [3] está mais para o Parnasianismo enquanto o TEXTO [4] está mais para o Romantismo. |
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III. |
Não constitui exagero afirmar que, no Parnasianismo, existe uma supervalorização do amor, de modo que esse sentimento é considerado o valor supremo da vida, fonte de sua inspiração. Para o romântico, entretanto, a perda do amor leva sempre à loucura, à morte ou ao suicídio. |
QUESTÃO 07
GABARITO: B
O
texto 3 pertence à poesia erótica parnasiana de Olavo Bilac, o mais romântico
dos poetas parnasianos, no entanto, não seria lícito afirmar que no
Parnasianismo há supervalorização do amor, este sentimento exagerado culmina
caracteristicamente no Romantismo. O Parnasianismo, ainda que possa apresentar
amor e erotismo conjugados, primará sempre pela perfeição formal, pelo cuidado
com a palavra ideal.
Observem-se as figuras dos textos 3 e 4 – a figura do texto 3 prima pela
forma nítida e objetiva, pela anatomia perfeita da mulher, enquanto a figura do
texto 4 é sugestiva, um tanto nebulosa e não traduz formas bem definidas, é
sensual mas subjetiva.
É uma ilustração clara da visão de Castro Alves (TEXTO 4) sobre a mulher – sensualidade e erotismo idealizados.
08. Observe as afirmações abaixo
| I. | Se, no primeiro
quarteto do Texto
[3], "Chegas, com os olhos úmidos, tremente A voz, os seios nus, - como a rainha Que ao ermo frio da Tebaida vinha Trazer a tentação do amor ardente." substituíssemos o verbo grifado por RENDER-SE, na mesma forma, não haveria alteração do ponto de vista da regência verbal. |
| II. | Se, ainda no
primeiro quarteto do Texto
[3], "Chegas, com os olhos úmidos, tremente A voz, os seios nus, - como a rainha Que ao ermo frio da Tebaida vinha Trazer a tentação do amor ardente." substituíssemos o verbo "Trazer" por REPORTAR-SE, não seria necessário usar o sinal indicativo da crase. |
| III. | Se, no segundo
quarteto do Texto
[4], "Era a virgem do mar, na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia!" substituíssemos os verbos grifados, ambos pronominais, pelos verbos CHORAR e ENVELHECER, no mesmo tempo, modo e pessoa, seria inadequado usá-los pronominalmente. |
e conclua.
A) Apenas o item III é verdadeiro.
B) Os itens II e III são
verdadeiros.
C) Os itens I e III são verdadeiros.
D) Apenas o item II é
verdadeiro.
E) Apenas o item I é verdadeiro.
QUESTÃO 08 GABARITO: ANÍVEL: FÁCIL
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indicativo da crase. O verbo “Reportar-se” também pede a preposição
a. Assim, o verso 4 ficaria da seguinte forma: Reportar-se à tentação do amor ardente. O item III é verdadeiro. De fato, os verbos CHORAR e ENVELHECER não são pronominais. Então, se substituíssemos os verbos grifados pelos verbos já citados, teríamos: Que em sonhos chorava e envelhecia! |
Textos [5] e [6] para as questões 09 e 10.

Texto
[6]
09. Observando os TEXTOS [5] e [6], podemos dizer que o TEXTO [5] remete-nos tematicamente ao TEXTO [6] quando o narrador diz: _________________________________ e quebra-se essa remissão quando ele arremata: _________________________________.
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A) |
"Estivemos muito tempo sem trocar palavra." [linha 10] | "Enfim Lúcia fez um esforço, sorriu como se nada houvesse passado..." [linha 11] |
|
B) |
"Ela recebeu-me com brandura." [linha 7] | "... apertando minha mão, beijou-a." [linha 8] |
|
C) |
"Que pretendia ela exprimir com esse movimento!" [linha 8] | "Estivemos muito tempo sem trocar palavra." [linha 10] |
|
D) |
"Tinha refletido: essa amizade não podia continuar; se havia de desatar mais tarde, depois de me ter feito curtir mil dissabores, bom era que cessasse desde logo." [linhas 2-3] | "Aproveitei o momento para alijar o peso que desde a véspera me acabrunhava." [linhas 13-14] |
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E) |
"O que eu desejava era demitir de mim um título que me esmagava na minha pobreza,..." [linhas 5-6] | "Aproveitei o momento para alijar o peso que desde a véspera me acabrunhava." [linhas 13-14] |
QUESTÃO 09
GABARITO:
A
NÍVEL: MÉDIO
ASSUNTO: INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Observando os TEXTOS [5] e [6], podemos dizer que o TEXTO
[5] remete-nos tematicamente ao TEXTO
[6] quando o narrador diz: “Estivemos muito tempo sem trocar palavra. “[linha
10], pois a cena exposta no TEXTO [6] não apresenta diálogo, ou seja, cristaliza
o momento narrado. E ocorre uma
ruptura nessa remissão quando ele conclui como trecho: “Enfim Lúcia fez um
esforço, sorriu como se nada houvesse passado...”
[linha 11].
Portanto, a alternativa A preenche adequadamente as
lacunas do enunciado proposto.
Em relação às demais alternativas:
Nota-se que a linha
7 da alternativa B não nos remete ao TEXTO [6], embora a linha 8 quebre “essa remissão”
FIQUE
LIGADO! É incoerente a aplicação linear da alternativa B ao enunciado
proposto, já que não podemos afirmar a quebra de uma remissão inexistente.
Na alternativa C, a linha 8 (“Que pretendia ela exprimir
com esse movimento!”) pode nos
reportar ao TEXTO [6], porém o trecho da linha [10] (“Estivemos muito tempo
sem trocar palavra.”) não quebra essa
reportação.
Na alternativa D, o fragmento das linhas 2 – 3 (“Tinha refletido: essa
amizade não podia continuar; se havia...”) pode nos remeter ao TEXTO [6], todavia as
linhas 13 – 14 (Aproveitei o momento
para alijar o peso..”) não quebram essa remissão.
Na alternativa E, a passagem “O que eu desejava era demitir ...” [linhas 5 - 6] pode também nos reportar ao TEXTO [6], mas o fragmento “aproveitei o momento para alijar o peso...” não quebra essa reportação.
10. Monossílabos tônicos.
"Não julgue porém que estava resolvido a
separar-me por uma vez de Lúcia: minha coragem não chegava a tanto."
[linhas 3-4]
O vocábulo
grifado acima é monossílabo
átono. Assinale, a seguir, a opção em que o vocábulo grifado seja
átono também.
A) "Talvez... p’ra que meu pranto, ó Deus clemente!
/ Não descubras no chão." (Castro Alves)
B) "Bom e fiel
amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi
assim que cheguei à cláusula dos meus dias..." (Machado de
Assis)
C) "Ia indo na manhã. A professora pública estranhou aquele ar
tão triste. As bananas na porta da QUITANDA TRIPOLI ITALIANA eram de ouro por
causa do sol. O Ford derrapou, maxixou, continuou bamboleando."
(Alcântara Machado)
D) "Ai, que saudade
Que vontade de ver
renascer nossa vida
Volta, querida
Os teus braços precisam dos
meus
Meus abraços precisam dos teus.
Estou tão sozinho
Tenho os olhos
cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu
não sou ninguém." (Vinícius de Moraes)
E) “? Foi
realmente uma desgra?a, disse Rubi?o.
- Não.
-Não?
-Ouve o
resto. Aqui esta como se tinha passado o caso." (Machado de
Assis)
QUESTÃO 10
GABARITO: D
Atenção!
Certos vocábulos perdem seu acento próprio para unir-se a outro que os
seguem ou que os precedem. São átonos porque se acham destituídos de seu acento
vocabular, ou clíticos, porque inclinam-se a outros. Aquele vocábulo que mantém
sua individualidade fonética é chamado tônico.
Observe:
“O
aluno não gostou da questão.”
Artigos (combinados ou não com preposição) são geralmente átonos e
clíticos, ou seja, apóiam-se em outros vocábulos. O mesmo ocorre com o advérbio
“não”, por ter sentido, nesse
contexto, apenas acompanhado do verbo.
Muitas vezes, uma palavra pode ser átona ou tônica, conforme sua posição
no sintagma a que pertença. É o caso do vocábulo “não”, que aparece nas alternativas “B” e
“E”: em ambos os casos, o mesmo não está ligado a qualquer grupo de força. Ele é
autônomo; assim como os vocábulos “chão” e “sol”, presentes nas alternativas A e
C.
Fica
clara, portanto, a atonicidade do vocábulo “não”, presente na alternativa “D”, porque
inclina-se ao verbo que o segue.
Consideramos a questão como de nível médio, na medida em que solicitou do fera um conhecimento mais aprofundado das relações que os vocábulos exercem em determinados sintagmas.
TEXTO [7] para a questão 11.
|
Aves de rapina Há muitos anos que os caminhos se
arrastavam |

Tratores, bate-estacas e caminhões utilizados na
construção da Ponte Joaquim Cardozo, que ligará os bairros do
Coque e Coelhos, estão prejudicando casas nas duas comunidades.
Muitas delas
apresentam rachaduras. Durante protesto dos Moradores dos Coelhos, um trator
danificou dois carros.
Jornal do Commercio, 12 maio
2000.
11. Considerando que o poema "Aves de rapina" nos remete ao tema do progresso e considerando, também, a homenagem que é prestada ao poeta recifense com a construção de uma ponte que leva o seu nome, conforme manchete acima, assinale a opção que nos remete à idéia de progresso e de utilidade de uma ponte.
| A) | "No meio do caminho
tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra." [Drummond de Andrade] |
| B) | "A ponte não é ponte
apenas porque leve ao outro lado porque neutralize o rio e forneça diariamente aos homens de pouca fé a certeza de que podem caminhar por sobre as águas." [José Chagas] |
| C) | "monte ponte fonte horizonte fonte ponte monte." [José Lino Grünewald] |
| D) | "Sei que havia uma
ponte sobre o rio E um cheiro de jasmins pelo caminho Mas o rio era todo... Era sombrio Nas maduras manhãs de sol. Carinho De brisas matutinas, fugidio..." Joaquim Cardozo. Nossa Senhora das Graças. In:_. Poesias Completas. p. 198. |
| E) | "Entre a paisagem o rio fluía como uma espada de líquido espesso. Como um cão humilde e espesso." [João Cabral de Melo Neto] |
A
questão apresenta-se num nível de
resolução bastante fácil. Não há, pois, grandes dificuldades para resolvê-la.
Uma leitura atenta, mas não muito profunda, seria suficiente para que o
candidato acertasse a questão, que
trata da INTERTEXTUALIDADE.
A
intertextualidade é uma propriedade (característica) lingüística da textualidade (condição para que
uma determinada configuração
lingüística possa ser considerada
um texto). Tal propriedade é um dos fatores mais relevantes na construção da
coerência textual e está
presente em todo e qualquer texto, uma vez que tudo o que se escreve
parte de textos anteriores. Nesse sentido, todo texto é um intertexto, tanto no
que se refere à forma, quanto no que diz respeito ao conteúdo.
Então, a intertextualidade é a relação de um
texto com outros textos previamente existentes, isto é, previamente produzidos.
Nesse ínterim, cabe citar Beaugrande e Dressler (1981):
“A
intertextualidade diz respeito aos modos como a produção e recepção de um texto
dependem do conhecimento que se
tenha de outros textos com os quais ele, de alguma forma, se relaciona”.
A
única alternativa correta é, sem dúvida alguma, a letra B. Vejamos:
1º) A referência principal do texto é “ponte”.
2º) O
pragmatismo (utilidade da ponte) fica claro em: “leve ao outro lado”,
“neutralize o rio” (o rio deixa de ser obstáculo, impedimento).
3º)
Idéia de progresso, de que se pode ultrapassar as barreiras e avançar
para o desenvolvimento, presente em:
“e forneça diariamente
aos homens de pouca fé
a certeza de
que podem
caminhar por sobre as águas.”
(grifo nosso)
Os textos A e E não fazem nenhuma referência a uma ponte. No texto de Drummond, o tema não
é o do progresso e da utilidade de uma ponte (que nem é citada), e sim o da
possibilidade de vencer desafios, superar os obstáculos (pedra); além disso, o
poeta brinca com a sonoridade e a repetição das palavras. No texto de João Cabral de
Melo Neto, “O Cão Sem Plumas”, há uma crítica ao Recife no que se refere à
pobreza e sujeira. É possível
dizer que o progresso é responsável
pela degradação do rio Capibaribe, mas não há relação entre progresso e ponte
que, como já citamos, não é evidenciada neste texto.
No
texto de José Lino Grünewald, o jogo sonoro que se faz, mudando apenas o fonema
inicial de cada palavra: monte = |m|, fonte = |f| e ponte = |p|, indica que o
texto pertence ao concretismo. A palavra horizonte, que se localiza bem no
meio do poema, divide os versos e
dá uma idéia de devaneio, de sonho. Não há nenhuma indicação de progresso e de
utilidade de uma ponte.
Na alternativa d, o texto de Joaquim Cardozo apresenta uma visão mais romântica e menos pragmática da referente ponte.
Texto [8] para a questão 12.

12. Assinale a opção correta.
A) Fernando não gostava de Isaura, pois censurou-a ainda que involuntariamente, quando ela lhe contou que estava casada com Marcos. Isaura, porém, gostava muito dele e até se prontifica a mudar o destino da vida dela por amor a ele, a Fernando.
B) Pela conversa que Isaura deve ter tido com Fernando, Marcos era a pedra que se colocara no caminho deles, e já não era possível mais nada porque ela estava definitivamente casada. Ficava só uma lembrança boa que os dois poderiam levar pela vida afora.
C) Ao dizer "então", o narrador permite que o leitor saiba que Isaura e Fernando já haviam iniciado essa conversa em algum outro momento. O "então" passa-nos a idéia de continuação de uma situação já conhecida deles, que precisa ser mais amplamente conhecida e/ou discutida; e o verbo "esperara", logo a seguir, parece confirmar esse raciocínio.
D) Para Fernando, Isaura era um presente divino: ele a amava há mais tempo do que imaginava e não demonstrava qualquer conflito pelo fato de saber que ela era compromissada com outro.
E) Isaura é sincera e procura deixar claro para Fernando que não pretende voltar para o marido, que Fernando tem que assumir com ela a aventura desse grande amor.
ASSUNTO: INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
MODERNISTA
O aluno que leu as obras solicitadas pela UPE
não teve dificuldades ao responder a essa questão. Trata-se do romance “Fernando
e Isaura”, de Ariano Suassuna.
Fernando amou Isaura, encantou-se com ela
desde o primeiro momento, chamou-a de “presente divino”. No entanto, em relação
à narrativa do romance, sabe-se que Isaura conhecera Fernando há muito tempo,
antes de se apresentarem quando cuidou de seus ferimentos e ele estava
inconsciente. A moça apaixonou-se antes.
Isaura, ao revelar sua identidade e seu
compromisso, surpreende
No episódio narrado, pode-se observar que Isaura ainda não estava casada com Marcos. Portanto, a opção C está correta.
Nas questões de 13 a 20, assinale, na coluna I, as afirmativas verdadeiras e, na coluna II, as falsas.
Texto [9] para a questão 13

13. Aspectos morfossintáticos das palavras.
|
I |
II |
||
|
0 |
0 |
"Tinha desejo,
verdadeiro, de defender e ajudar o rapaz. Obriguei-a a destruir a prisão
no fundo do quintal ? que, soube mais tarde, fora constru?da por Alu?sio
Pedra ? e a reservar, ss para ele, um quarto iluminado e limpo, no
interior da casa." [linhas 1-4]
O vocábulo grifado é um pronome pessoal e exerce, aqui, a função de sujeito em substituição a "rapaz", que é núcleo do objeto direto. | |
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1 |
1 |
"A princípio
ficavam arredias, esvoaçavam dentro da gaiola por qualquer motivo,
mas, com o tempo, tornavam-se dóceis, cantavam e pousavam na sua mão,
possuídas de um tipo de alegria encantada e louca." [linhas 8-11]
Pluralizando-se o termo grifado e a ele acrescentando-se o adjetivo composto AMARELO-PALHA, o período ficaria corretamente assim: A princípio ficavam arredias, esvoaçavam dentro das gaiolas amarelo-palha por qualquer motivo, mas, com o tempo, tornavam-se dóceis, cantavam e pousavam na sua mão, possuídas de um tipo de alegria encantada e louca. | |
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2 |
2 |
"Obriguei-a
[1] a destruir a [2] prisão no fundo do quintal..."
[linhas 2-3]
Nessa oração, o termo sublinhado [1] substitui um nome feminino; e o [2] determina-o. | |
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3 |
3 |
"No princípio,
encolhia-se num canto da parede para não vestir uma calça. E, vestido,
rasgava-a toda." [linhas
19-20]
Tem-se admitido que o artigo indefinido remete à informação posterior, e o artigo definido faz remissão ao elemento ou expressão ou informação que o precede. Por isso, os termos grifados são respectivamente artigo indefinido e artigo definido. | |
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4 |
4 |
"...e, pela manhã, ao invés de [1] cumprir minhas funções na delegacia, saía com Camilo para caçar passarinhos ? tinha feitiço pelas aves. E elas, de alguma forma [2], atração pelo amalucado." [linhas 6-8]. As expressões [1] e [2] classificam-se respectivamente como locução prepositiva e locução conjuntiva. |
QUESTÃO 13
GABARITO: FVVFF
De que forma o fera analisaria
morfossintaticamente as palavras? Há dois domínios relativamente autônomos: o
estudo da palavra e suas formas (que é a morfologia); e a sintaxe (que é o
estudo das funções sintátivas da palavra). Como tudo na língua se refere a
combinações, praticamemte o fera precisaria apenas entender as relações que as
palavras estabelecem no contexto, verificando se, quanto à forma, as palavras
estariam corretamente utilizadas.
Vejamos:
0 0 – A
alternativa está falsa, pois o pronome pessoal ELE exerce a função de objeto
indireto do verbo RESERVAR.
1 1 – O adjetivo
composto “AMARELO-PALHA” é invariável, já que é constituído de adjetivo
(AMARELO) + substantivo (PALHA).
2 2 – O 1º termo
sublinhado, pronome pessoal oblíquo, substitui o nome feminino “MARIA DÁURIA”
exercendo função de objeto direto, e o 2º, artigo definido na função de adjunto
adnominal, determina o termo PRISÃO.
3 3 – O 1º termo
grifato “UMA” (artigo indefinido) funciona como adjunto adnominal atribuindo ao
substantivo CALÇA um sentido vago, impreciso; o 2º termo retoma a palavra CALÇA
e exerce função de objeto direto.
4 4 – A expressão “AO INVÉS DE” realmente se classifica como locução prepositiva, no entanto, a locução “DE ALGUMA

Veja Especial Milênio: Os 100 fatos que mudaram o mundo do ano 1001
até hoje. Ano 31, dez 1999, nº 51. p. 11. (adaptado para esta
prova)
14. Nessa Foto-Texto, modelos se vestiram para esse acontecimento em que se colocam lado a lado as figuras de Napoleão [1], Shakespeare [2], Joana d’Arc [3], Colombo [4], um astronauta [5], Gandhi [6] e Einstein [7].
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I |
II |
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0 |
0 |
Não seria desprovido de sentido afirmar-se que a Foto-Texto não guarda sua semelhança com a prosa literária embora tenha por foco narrativo a terceira pessoa. | |
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1 |
1 |
Por analogia, pode-se dizer que o fotógrafo dentro da própria foto guarda sua semelhança com a narrativa de ficção em que o ponto de vista do narrador é interno. | |
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2 |
2 |
A Foto-Texto não possui uma relação com a narrativa de ficção, mas com o Eu-lírico da poesia, porque é uma manifestação do Eu do artista, de sua subjetividade, de suas emoções e sentimentos; e a própria função poética revelada nessa Foto-Texto contribui para tal justificação. | |
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3 |
3 |
Se associássemos a Foto-Texto a um gênero literário, diríamos que se referiria ao gênero épico por tratar-se da condensação de fatos vinculados à história e a realizações humanas suscitadas pelas personagens; e mesmo a função referencial justifica essa classificação. | |
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4 |
4 |
Considerando o
foco narrativo observado na Foto-Texto, dir-se-ia que mantém uma relação com o
texto abaixo:
"Meia hora depois o telefone da cabeceira bateu. Atendi falando francês, atrapalhado – e era a voz brasileira de minha conhecida. Estava em Paris, pois eu não tinha telefonado para ela agorinha mesmo? Sua voz me encheu de calor, recuperada assim subitamente das brumas da distância e do tempo, cálida, natural e amiga..." Rubem Braga. A borboleta amarela. |
QUESTÃO 14
GABARITO: FVFVV
NÍVEL: DIFÍCIL (OU SERÁ
VENENOSO?)
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Textos [11] – [12] – [13] e [14] para a questão 15.
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TEXTO [11] |
TEXTO [12] | |
| A maioria da
tripulação do KursK estava no local do choque", diz ministro russo.
(...) "A maioria da tripulação deveria estar na parte do navio que sofreu um choque brutal", disse Klebanov à imprensa. "Mas, segundo os construtores do submarino, os tripulantes devem ter tido tempo suficiente para se abrigarem em compartimentos seguros", segundo o ministro. O Kursk está encalhado desde sábado (12) no mar de Barents, com 118 tripulantes a bordo. A tripulação não dá sinais de vida desde quarta-feira (16) pela manhã. Folha de São Paulo [17/08/2000] |
A mentira transforma-se em verdade Uma mentira colossal traz em si uma força que afasta a dúvida... Uma propaganda hábil e perseverante acaba por levar os povos a crerem que o céu não é, no fundo, senão um inferno e que a mais miserável das existências é, ao contrário, um paraíso... Pois a mentira mais impudente deixa sempre traços, mesmo que ela tenha sido reduzida a nada... Hitler, Mein Kampf. |
TEXTO [13] |
TEXTO [14] | |
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Se você tivesse a oportunidade de conhecer Eliana, o que diria a ela? Diário de Pernambuco, 03.07.2000, p. C3 |
Liteira s. f. (ant.)
Cadeirinha portátil, coberta, suspensa por dois varais e carregada por
dois homens ou dois animais.
Celso Pedro Luft. Mini Dicionário Luft. |
15. Os TEXTOS [11], [12], [13] e [14] expressam algumas das funções da linguagem que você conhece.
Considere a relação que se procura estabelecer.
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I |
II |
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0 |
0 |
Com a mesma função
que predomina no Texto
[11]:
"A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade..." Rui Barbosa, Palavras à juventude. | |
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1 |
1 |
Com a mesma
função que predomina no TEXTO [12]:
Maurício de Sousa in Faraco & Moura. Língua e Literatura, p. 30. | |
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2 |
2 |
Com a mesma função
que predomina no TEXTO
[11]:
Físicos equacionam nós para gravatas Dois físicos de uma das mais conceituadas universidades do Reino Unido – a de Cambridge – fizeram um estudo matemático para descrever nós de gravata com equações. Os físicos equacionaram os movimentos necessários para fazer os quatro nós mais usados e propuseram seis novos nós. Eles concluíram também que há 85 maneiras diferentes de atar uma gravata. Folha de S. Paulo in CEREJA e MAGALHÃES. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. p. 21. | |
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3 |
3 |
Com a mesma função
que predomina no TEXTO
[14]:
"Catar feijão se limita com escrever: João Cabral de Melo Neto. | |
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4 |
4 |
Com a mesma função
que predomina no TEXTO
[13]:
"O escritor francês Flaubert, numa carta escrita em 1842, disse: A justiça humana é para mim o que há de mais burlesco no mundo. Um homem julgando outro é um espetáculo que me faria morrer de rir, se não me causasse pena, e se agora eu não estivesse sendo forçado a estudar a série de absurdos em virtude dos quais ele o julga." Francis Vanoye. Usos da linguagem, p. 128. |
Nos textos apresentados como referência, há a predominância das seguintes funções da linguagem:
Texto 11- função referencial ou representativa centrada na informação, na mensagem. Texto estruturado na 3ª pessoa gramatical
(observam-se as desinências verbais!).
Texto
11– função metalingüística – centrada na própria linguagem, no código
lingüístico.
(todo o texto é uma explicação sobre a mentira na propaganda)
Texto
13 – função conotativa / apelativa – centrada no receptor, no
interlocutor, com o objetivo de convencê-lo de alguma coisa, de levá-lo a
fazer alguma coisa. É um texto estruturado na 2ª pessoa gramatical (observem-se
as desinências verbais!). Predomina no texto apresentado, que é uma mensagem
publicitária, um convite ao receptor para assistir ao show de Eliana.
Texto
14 – função metalingüísticas O texto é uma verbete de dicionário em que se usa o
código para explicação do próprio código.
Na
relação que se preocupa estabelecer, tem-se:
0 0 – Predominância da função
metalingüística.
1 1 – Predominância da função
fática. (centrada no canal de comunicação).
2 2
– Predominância da função referencial ou
expressiva.
3 3 – Predominância da função
metalingüística.
4 4 – Predominância da função
emotiva ou expressiva (centrada no receptor)
TEXTO [15] para a questão 16.
|
Simbolismo Em 1886, com o manifesto de Jean Moréas, se isola do Decadentismo o grupo dos simbolistas. Complexo e difícil de se definir, o Simbolismo recupera a subjetividade romântica e, em muitos aspectos, continua o Romantismo, partindo do pressuposto de que a poesia não pode exprimir coisa alguma de maneira definida nem definitiva. Os simbolistas mergulham no seu mundo interior, em busca de regiões mais profundas além do consciente e atingem a camada pré-lógica do psiquismo. Da mesma forma que o Decadentismo (adjetivo usado na França, entre 1882 e 1886, em tom pejorativo, com o fim de indicar a nova atitude do espírito, do costume e do gosto), o Simbolismo reage contra o Naturalismo e reconhece a falta de fundamento da pretensão do Positivismo em reduzir todo o conhecimento à pura experiência. Cresce a revolta contra a ingênua fé na ciência, contra o culto dos fatos, contra a recusa da dialética abstrata e metafísica. Havia decaído o mito positivista do progresso técnico e social que não conseguiu libertar o homem da dor e da morte. Telênia Hill. Manual de teoria literária, p. 156-157. |
16. Romantismo – Realismo – Simbolismo.
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I |
II |
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0 |
0 |
Pode-se afirmar que, para os simbolistas, "cada metáfora, cada comparação chega à revelação da realidade profunda daquele mundo misterioso que o poeta desvenda (...) O poeta revela o desconhecido por meio do pensamento e da palavra, devendo para tal utilizar uma linguagem delirante e enigmática". | |
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1 |
1 |
Não constitui erro dizer que, na poesia romântica, a palavra não define, não determina, mas ao contrário sugere mundos que se localizam no interior mais profundo do poeta, na medida em que a linguagem descortina automaticamente as relações que existem entre as coisas ao nosso redor. | |
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2 |
2 |
Para os parnasianos, que representam o Realismo na poesia, a produção poética deveria ser um retorno ao passado clássico, voltando a se inspirar nos autores greco-romanos para recuperar a importância dada à forma, razão pela qual o culto à poesia era a sua reaproximação de Deus. | |
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3 |
3 |
Não há dúvida de que os escritores românticos conseguem captar, na sua produção literária, os problemas essenciais da época, isto é, "o sentimento pessimista da existência, a indagação metafísica sobre o destino humano, a busca de um valor universal que justifique o sofrimento e a morte." | |
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4 |
4 |
Pode-se afirmar que desfeita "a fé medieval que alimentava a confiança renascentista nas ilimitadas potências do homem, esfacelado o credo iluminista na razão poderosa, rompeu-se para sempre o equilíbrio do homem. Por aí se situa a oposição dos românticos à ideologia do século das luzes". |
No
Simbolismo, o poeta desvenda o mistério, usa sugestão e sonoridade, o que não
ocorre no Romantismo, pois, este idealiza mundos, sem sugeri-los, usa linguagem
subjetiva que abandona o fato, procura descrever o sonho tentando justificar o
sofrimento e a morte numa atitude anti-renascentista.
Os
parnasianos representam o Realismo na poesia, sua poesia toma como base “a arte
pela arte”, materialismo, temas mitológicos, objetivismo e descritivismo.
OBS.:
Apesar de o texto proposto versar apenas sobre o Simbolismo, as proposições
exigiram do aluno conhecimento prévio do Romantismo e Parnasianismo. O texto
apenas motivou a questão, mas não se fez imprescindível.
TEXTO [16] para as questões 17 e 18
17. Emprego da vírgula
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I |
II |
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0 |
0 |
"Em cima havia uma
salinha, mal alumiada por uma janela, que dava para o telhado dos
fundos. Velhos trastes, paredes sombrias, um ar de pobreza, que antes
aumentava do que destruía o prestígio." [linhas 8-10]
A oração grifada deve ser entendida como adjetiva restritiva por não fazer sentido independentemente do restante do período e, por isso, o uso da vírgula é procedente. | |
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1 |
1 |
"A luz era pouca,
os degraus comidos dos pés, o corrimão pegajoso; mas ele não viu nem
sentiu nada. Trepou e bateu. Não aparecendo ninguém, teve idéia de
descer..."[linhas2-4]
Na frase grifada, usou-se a vírgula para separar a oração subordinada (reduzida de gerúndio) que vem deslocada. | |
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2 |
2 |
"Camilo disse que
ia consultá-la, ela fê-lo entrar. Dali subiram ao sótão, por uma escada
ainda pior que a primeira e mais escura." [linhas 6-8]
Ocorreu o uso da segunda vírgula para separar um objeto indireto de um adjunto adverbial. | |
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3 |
3 |
"... mas era
tarde, a curiosidade fustigava-lhe o sangue, as fontes latejavam-lhe; ele
tornou a bater uma, duas, três pancadas." [linhas 4-6]
A segunda vírgula foi usada para separar duas orações coordenadas assindéticas. | |
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4 |
4 |
"Enquanto as
baralhava, rapidamente, olhava para ele, não de rosto, mas por baixo dos
olhos."[linhas
14-15]
O emprego das duas primeiras vírgulas é inadequado porque "não se deve pôr entre vírgulas o advérbio situado entre o verbo e o complemento". |
QUESTÃO 17
GABARITO: FVFVF
“Floresça, fale, cante, ouça-se
e viva
A portuguesa língua, e já onde
for,
Senhora vá de si, soberba e
altiva!”
(Antônio Ferreira
– Séc. XVI)
Viver
a língua portuguesa é apropriar-se de todos os mecanismos que entram na
constituição da macroestrutura morfossintática e semântica dos textos, de modo a
tornar o usuário habilidoso no uso desses elementos e gerar sentidos diversos,
conforme seja a intenção pretendida.
Segundo Bechara (1999: 606):
“O enunciado não se constrói com um amontoado
de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de
dependência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e rítmicas
que sedimentam estes princípios. Proferidas as palavras e as orações sem tais
aspectos melódicos e rítmicos, o enunciado estaria prejudicado na sua função
comunicativa. Os sinais de pontuação, que já vêm sendo empregados desde muito
tempo, procuram garantir no texto
escrito esta solidariedade sintática e semântica. Por isso, uma pontuação errônea produz efeitos tão desastrosos à
comunicação quanto o
desconhecimento dessa solidariedade
a que nos referimos.”
Sendo
assim, a questão poderia ter contemplado aspectos mais voltados para a coerência
textual, avaliando os diversos empregos da vírgula numa perspectiva menos
prescritiva, e mais de análise semântica.
Veja
os exemplos:
A – Não atirem!
B – Não,
atirem!
No
exemplo A, a ausência da vírgula
está de acordo com a norma culta, assim como está gramaticalmente correto o uso
da vírgula no exemplo B. No entanto,
o sentido de uma frase é completamente diferente do sentido da outra. Nota-se,
então, que a questão não é correção gramatical, mas sim adequação à intenção do
falante e ao contexto em que o enunciado vai circular.
Assim, vejamos a resolução da questão seguindo, apenas, a análise da gramática normativa:
0
0 – A proposição é falsa, pois orações subjetivas restritivas não vêm
isoladas por vírgula, característica peculiar às orações adjetivas
explicativas.
1
1 – De acordo com a norma culta, toda oração subordinada reduzida de gerúndio
deslocada deve vir isolada por
vírgula. Portanto, a assertiva está correta.
2
2 – A proposição é falsa, já que a vírgula foi empregada para separar
dois adjuntos adverbiais: um de
lugar, outro de meio.
3
3 – Orações coordenadas assindéticas seqüenciadas devem vir separadas por vírgula conforme a
gramática normativa. Portanto, a afirmação está certa.
4 4 – A primeira vírgula separa a oração adverbial deslocada e a segunda isola um adjunto adverbial de modo deslocado.
18. Oração e termos da oração.
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I |
II |
||
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0 |
0 |
"A luz era pouca,
os degraus comidos dos pés, o corrimão pegajoso; mas ele não viu nem
sentiu nada." [linhas
2-3]
A oração grifada classifica-se como coordenada assindética porque não foi introduzida por conjunção coordenativa. | |
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1 |
1 |
"Enquanto as
baralhava, rapidamente, olhava para ele, não de rosto, mas por baixo
dos olhos." [linhas
14-15]
A oração grifada, com relação à ação seguinte, transmite também a idéia de simultaneidade. | |
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2 |
2 |
"– Vejamos
primeiro o que é que o traz aqui. O senhor tem um grande susto... Camilo,
maravilhado, fez gesto afirmativo." [linhas 18-19]
Nesse período, encontramos apenas três orações: "que é" é a segunda e "que o traz aqui" é a terceira. Esta última classifica-se como subordinada substantiva predicativa. | |
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3 |
3 |
Em "... a curiosidade fustigava-lhe o sangue, as fontes latejavam-lhe; ele tornou a bater uma, duas, três pancadas. Veio uma mulher; era a cartomante." [linhas 4-6], os termos grifados classificam-se, respectivamente, como adjunto adnominal e sujeito. | |
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4 |
4 |
"Deu por si na
calçada, ao pé da porta; disse ao cocheiro que esperasse, e rápido enfiou
pelo corredor, e subiu a escada." [linhas 1-2]
Nesse período, o termo grifado tanto pode ser sujeito como objeto direto por tratar-se de uma frase ambígua. |
QUESTÃO 18
GABARITO:
FVFVF
Todas
as proposições da questão 18 tratam da terminologia gramatical, com
exceção do item 1, referente ao valor semântico da conjunção subordinativa
temporal. Os assuntos focalizados foram a oração e seus termos,
apresentando um nível de dificuldade considerado médio.
Com
relação ao gabarito, são verdadeiras as proposições 1-1
e 3-3. Na primeira proposição (“Enquanto as baralhava, rapidamente, olhava para ele
(...)”). A oração em destaque é subordinada adverbial temporal. Além
disso, relacionando-a à ação seguinte, nota-se que ela exprime uma idéia de
simultaneidade. Fique ligado! A
apreciação feita na proposição 1 emprega inadequadamente a palavra
“também”, pois a mesma dá idéia de acréscimo.
A
segunda (“...a curiosidade fustigava-lhe o sangue(...)”) equivale semanticamente
a: ...a curiosidade fustigava o seu sangue... ou ...a curiosidade fustigava o
sangue dele... Quanto ao aspecto sintático, o pronome oblíquo átono lhe
corresponde ao pronome possessivo seu, exercendo a função de adjunto adnominal.
Em “veio uma mulher (...)”, o sujeito está posposto ao verbo.
A
proposição 0-0 é falsa, pois a oração “(...)Nem sentiu nada” classifica-se como
coordenada sindética, porque foi introduzida pela conjunção aditiva nem. A
proposição 2-2 não é verdadeira, uma vez que, no período “vejamos primeiro
o que é que o traz aqui”, a substituição do pronome demonstrativo a pelo
demonstrativo aquilo, têm-se duas orações: “Vejamos primeiro aquilo” e
“que o traz aqui”. A segunda oração é subordinada adjetiva restritiva.
Vale destacar ainda a expressão de realce é que. Na proposição 4-4, o termo sublinhado (a escada) é objeto direto. Nota-se que ocorre a elipse do sujeito (Camilo) resgatado no texto [16]. Não há, portanto, ambigüidade.
Texto [17] para a questão 19.
| O meu nome é
Severino Não tenho outro de pia. (...) Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas e iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida morremos de morte igual mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta de emboscada antes dos vinte; de fome um pouco por dia. Somos muitos Severinos iguais em tudo e na sina: a de abrandar estas pedras suando-se muito em cima, a de tentar despertar terra sempre mais extinta, a de querer arrancar algum roçado da cinza." |
QUESTÃO
19 GABARITO: VFVFV (com restrições)
O
nome Severino é simbólico – representativo – um Severino retirante representa os
vários outros retirantes que “sofrem” do mesmo tipo de vida.
O
protagonista e narrador do texto nunca deixa de ser Severino, ainda que tenha
uma vez perguntado se não era melhor “pular da ponte da vida”, suicidar-se. A
luta não é vã e, ao final do auto, o protagonista encontra uma nova razão para viver: o nascimento do
filho do mestre Carpina, símbolo de renovação, pois ainda que seja dura a vida,
vale a pena viver.
Apesar de Severino ter consciência do que represente “ser um Severino”, a
narrativa diz respeito apenas aos retirantes nordestinos, ou àqueles que,
impelidos pelas condições adversas do clima, são obrigados a fazerem o êxodo. O
protagonista não se refere a todos os brasileiros e, ao final, mesmo só
encontrando a morte durante a sua jornada, ele não morre e encontra a vida.
A
morte, ainda que não seja, em tempo algum da narrativa, motivo de sedução para
Severino, faz com que o protagonista apresente certo conformismo diante da
situação que vai encontrando pelo caminho e de sua própria condição humana.
OBS.: Discordamos da expressão “mais sedutora” em relação à morte.
19. Modernismo brasileiro.
|
I |
II |
||
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0 |
0 |
Observa-se na auto-apresentação do personagem que, quanto mais ele procura se definir, menos se individualiza, porquanto os traços biográficos enfatizados são sempre partilhados por outros homens: acontece, por assim dizer, a dissolução desse Severino no anonimato coletivo. | |
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1 |
1 |
Tudo indica que o Eu-lírico no Texto [17] está monologando por causa da dureza de sua vida severina contra a qual não pode lutar ou contra a qual luta em vão até deixar de ser Severino. | |
|
2 |
2 |
O Texto [17] é um fragmento do texto maior de João Cabral de Melo Neto que expõe a limitação do homem nordestino, do povo nordestino, que, ao que parece, tem plena consciência do drama do existir. | |
|
3 |
3 |
O relato do texto é exclusivamente dramático por causa da liberdade total de tempo e espaço e porque Severino só encontra a morte no caminho que o leva ao seu destino: o destino de todos os brasileiros cuja sina é sofrer, sofrer e depois morrer. | |
|
4 |
4 |
O texto revela que o personagem tem consciência de sua posição no cenário onde vive, de sua deformidade física, de sua debilidade biológica, da precocidade de sua morte. Sua posição, ao que parece, entre o trabalho sobre a terra ou o descanso debaixo dela, é de que esta última opção é muito mais sedutora. |
QUESTÃO
19 GABARITO: VFVFV (com restrições)
O
protagonista e narrador do texto nunca deixa de ser Severino, ainda que tenha
uma vez perguntado se não era melhor “pular da ponte da vida”, suicidar-se. A
luta não é vã e, ao final do auto, o protagonista encontra uma nova razão para viver: o nascimento do
filho do mestre Carpina, símbolo de renovação, pois ainda que seja dura a vida,
vale a pena viver.
Apesar de Severino ter consciência do que represente “ser um Severino”, a
narrativa diz respeito apenas aos retirantes nordestinos, ou àqueles que,
impelidos pelas condições adversas do clima, são obrigados a fazerem o êxodo. O
protagonista não se refere a todos os brasileiros e, ao final, mesmo só
encontrando a morte durante a sua jornada, ele não morre e encontra a vida.
A
morte, ainda que não seja, em tempo algum da narrativa, motivo de sedução para
Severino, faz com que o protagonista apresente certo conformismo diante da
situação que vai encontrando pelo caminho e de sua própria condição humana.
OBS.: Discordamos da expressão “mais sedutora” em relação à morte.
20. Considere as relações que se procura estabelecer entre escola literária e suas características.
|
I |
II |
||
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0 |
0 |
"Nasce o Sol e não dura mais que um
dia, | |
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1 |
1 |
"Esta, de áureos relevos, trabalhada | |
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2 |
2 |
"O rapaz chegou-se para junto da moça
e | |
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3 |
3 |
"Vivi; pois Deus me guardava | |
|
4 |
4 |
"Profundissimamente hipocondríaco, |
ASSUNTO: BARROCO – ARCADISMO – ROMANTISMO – PARNASIANISMO E
PRÉ-MODERNISMO
O
item 0 – 0 versa sobre o Barroco e estão figurados no texto de Gregório de Matos
Guerra o jogo de palavras, as antíteses e a efemeridade das coisas, a
transitoriedade da vida.
Observamos no item 1-1 um texto de Olavo Bilac, parnasiano, que prima
pelo apuro formal, o texto é materialista e objetivista.
O
item 2-2 é moderno e traz as características do verso livre e da linguagem
coloquial, revela tom irônico e iconoclasta..
O
item 3-3 não revela o paganismo característico do Arcadismo, é emotivo e de tom
romântico.
O
item 4-4 é Pré-moderno de Augusto dos Anjos, apresenta cientificismo, pessimismo
e visão caricatural diante da vida.
|
Colégio GEO - Sede
Grande Recife |
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