As mitologias germânicas, mais conhecidas em sua vertente escandinava, expressaram com singular vigor o espírito guerreiro e audaz daqueles povos. Nesse sentido, cabe citar como importante aspecto a unidade das divindades maiores nas culturas germânicas e escandinavas, integradas por tribos de acentuadas diferenças étnicas e de costumes e, com freqüência, opostas em violentos combates. É portanto o fator mitológico um dos que, com maior força, mantiveram unificados os povoadores da Escandinávia e da Europa central. Seu panteão se via dominado por dois grandes deuses, Thor e Odin, que encarnavam os princípios mágicos e guerreiros. A figura um pouco menor de Frey representava os ritos agrícolas, e seus traços definitórios foram o culto ao valor -- somente os guerreiros mortos em combate atingiam o paraíso, Valhala -- e uma consciência da inevitabilidade do destino refletida na sombria cosmogonia das duas Eddas. Pouco se sabe a respeito das mitologias eslavas, segundo parece influenciadas pelo animismo e com panteões pouco hierarquizados. A epopéia Kalevala, compilada no século XIX, revela a íntima unidade das narrações míticas finlandesas. No que diz respeito às possíveis mitologias de povos meridionais, como os etruscos ou os iberos, suas recordações praticamente desapareceram após a expansão romana. |