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As pinturas rupestres são, talvez, o melhor exemplo das primeiras representações artísticas religiosas. Dois fatores comprovam seu caráter mágico: sua descoberta em cavernas e abrigos localizados em pontos distantes entre si e a existência de numerosas figuras pintadas sobre outras anteriores, o que pode significar que uma nova caçada exigia novos ritos propiciatórios, segundo uma magia mimética, pela qual a posse da imagem facilitava a captura do animal na realidade. A religião também determinou a evolução das artes das antigas civilizações. No Egito, dominado pela casta sacerdotal e regido pelo faraó, a quem se atribuía origem divina, a arquitetura -- pirâmides e templos colossais --, a escultura e a pintura -- cenas da vida cotidiana que acompanhariam o morto em sua vida depois da morte -- tiravam sua razão de ser da crença na imortalidade. Também os povos mesopotâmicos desenvolveram uma variedade considerável de formas artísticas religiosas: os templos sobre zigurates (torres escalonadas) babilônios, as estatuetas monolíticas de sacerdotes sumérios e acadianos e os relevos de cilindros-selos, com cenas rituais ou representações da árvore sagrada ou árvore da vida. Na Grécia, a arte religiosa foi representada principalmente pelos templos que se destinavam a abrigar as imagens das divindades, e pelas esculturas de deuses e heróis, sempre segundo determinados ideais de proporção e beleza. Posteriormente, esses ideais foram transmitidos à civilização romana. |