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Islamismo -
História do Islã
A
Maomé e o estabelecimento do poder islâmico
Maomé, que de acordo com a tradição
nasceu por volta do ano 570, era membro do respeitado clã Hachim,
da tribo dos coraixitas. Órfão e sem recursos, foi educado
por um tio. Aos 25 anos, casou com a viúva Cadidja, para cujo serviço
havia sido contratado. Após a morte de Cadidja, Maomé teve
outras 18 esposas e consumou o casamento com nove delas. Segundo a tradição,
o profeta, aos quarenta anos, teve uma visão do anjo Gabriel e soube
que Alá o tinha escolhido para ser seu enviado e pregar sua palavra.
As revelações de Alá a Maomé foram mais tarde
reunidas no Alcorão (que significa "recitação"). No
princípio, o profeta encontrou obstáculos para a pregação
em sua cidade natal, entregue ao paganismo, e foi obrigado a emigrar para
Medina: a chamada hégira (emigração, separação)
marcou o início da era islâmica, em setembro do ano 622.
Em Medina, Maomé transformou-se
em chefe teocrático e substituiu as antigas organizações
tribais pela ummah, ou comunidade de crentes, fundamentada no vínculo
religioso. Dois anos depois, a vitória na batalha de Badr, entre
os habitantes de Meca e Medina, foi para Maomé uma prova de que
Alá estava do seu lado. O prestígio de Maomé cresceu
e, após uma campanha para expulsão dos judeus de Medina,
o profeta se tornou senhor absoluto da cidade. Em 630, entrou em Meca e
conseguiu a rendição pacífica dos chefes coraixitas.
O apoio dos habitantes de Meca foi definitivo para a consolidação
do novo poder. A expansão do Islã iniciou-se com uma primeira
campanha militar contra a Síria. Antes de morrer, em 632, Maomé
conseguiu impor sua autoridade a grande
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