 |
Islamismo -
História do Islã
A
Império otomano e a origem do mundo islâmico
moderno
Seis séculos durou o império
otomano, que representou o estado muçulmano mais importante da era
moderna. Os otomanos, originários do noroeste de Anatólia,
estenderam seu poder até a Europa, dos Balcãs à Síria,
Egito e Iraque. A partir do século XVIII, sua decadência começou
a se manifestar, apesar de tentativas isoladas de revitalizar o império,
cada vez mais debilitado. As regiões européias sob domínio
otomano foram se tornando independentes: Grécia, Sérvia,
Bulgária etc. O Egito libertou-se também e, sob o comando
de Mohamed Ali, reorganizou sua estrutura administrativa em moldes ocidentais;
o país obteve a independência com o apoio britânico
e conquistou o Sudão. Mesmo assim, a abertura do canal de Suez limitou
essa independência, devido ao interesse das potências européias
pela atividade comercial naquela região. A França conquistou
a Argélia e estabeleceu um protetorado em Túnis. A Itália
conquistou a Tripolitânia. As províncias orientais do império
otomano desmembraram-se. A Índia, parcialmente islamizada, foi dominada
pelo Reino Unido no século XIX, e o Irã sofreu invasões
de russos e britânicos.
Após a primeira guerra mundial,
os nacionalismos islâmicos se acentuaram. A Turquia passou por profunda
transformação, convertendo-se em república laica.
O Egito deixou a condição de protetorado britânico
em 1922 e, ao longo do século XX, muitos outros estados surgiram
no mundo islâmico. A abundância de petróleo em diversos
países árabes reforçou o papel da civilização
islâmica no mundo, sobretudo a partir da segunda metade do século
XX. A descolonização da Síria, Líbano e de
várias nações do norte da África, além
da oposição dos países árabes à criação
do Estado de Israel na Palestina, contribuíram para desenvolver
a solidariedade do mundo islâmico. Assim mesmo, a unidade panislâmica
encontrou obstáculos na consolidação de nacionalismos
locais e na permanência de choques entre xiitas e sunitas.
|