Igrejas Ortodoxas
a
Doutrina
          As igrejas ortodoxas definem-se como "igreja una, santa, católica e apostólica". Suas doutrinas apóiam-se nos livros do Novo Testamento, nos decretos dos sete primeiros concílios ecumênicos e nas obras patrísticas. Como a Igreja Católica, aceitam a tradição e a Bíblia como fontes paralelas de doutrina, mas diferem dos católicos principalmente do ponto de vista litúrgico.
          A principal divergência entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa reside na própria concepção da igreja. Para os ortodoxos, a totalidade da igreja  realiza-se em cada comunidade cristã que celebra a eucaristia presidida por um bispo. Em sua comunidade, o bispo é a máxima autoridade de origem divina, e nenhuma outra existe acima dele. Sucessor dos apóstolos, deles procede sua autoridade.
          Não há, religiosa ou dogmaticamente, diferença entre bispo, arcebispo, metropolita e patriarca: todos são iguais na única e invariável sucessão apostólica. Apenas haverá primazia de bondade, sabedoria, idade e ordem hierárquica. A autonomia das igrejas não significa isolacionismo, dada a exigência de comunhão com o sínodo dos bispos, claramente expressa no fato de ser indispensável, na consagração dos novos bispos, a presença dos bispos regionais.
          Os ortodoxos, assim, não reconhecem o primado e a infalibilidade do papa, a que concedem uma primazia de honra e a quem só consideram primus inter pares ("o primeiro entre iguais"). Diversamente da doutrina católica, o Espírito Santo procede do Pai, mas não do Filho (pois rejeitam o filioque). Negam a doutrina do purgatório e o dogma da Imaculada Conceição de Maria, mas aceitam a assunção da Virgem Maria, com base na afirmação formal dos livros litúrgicos. Outra distinção significativa é que, na Igreja Ortodoxa, só os bispos devem manter-se celibatários.
 
 
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