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Alguns estudiosos
da história das artes mágicas consideram Max Malini (Max Katz
Breit) como um dos maiores profissionais de todos os tempos.
Nascido na Polônia em 1875, cresceu em Nova York, EUA. Ainda
criança, trabalhou no bar do mágico e ventríloquo Professor
Seiden, onde atendia clientes e atuava como cantor. Seiden ensinou
ao jovem as bases da prestidigitação e, aos 15 anos, Malini
já se apresentava como mágico profissional.
Muito criativo,
Malini fazia mágicas em qualquer ambiente com objetos simples
e comuns. Orgulhava-se de poder fazer um magnífico espetáculo
de duas horas apenas com objetos que trazia em seu bolso. Tinha
uma habilidade manual ímpar que lhe garantiu renome mundial
como prestidigitador. Era um mestre em misdirection e dominou
a cartomagia como poucos. Inventava efeitos e rotinas sem dificuldades.
Viajou o mundo todo, apresentando-se com enorme sucesso para
a nobreza e para as principais lideranças políticas e sociais.
Em muitas dessas ocasiões não levou consigo nenhum acessório
externo às suas roupas. Estas eram usadas como um servante ("servidor")
para produzir ou ocultar objetos de diversas dimensões (moedas,
relógios, tijolos, pedras de gelo etc.).
As grandes
performances de Malini eram muito reservadas. Ele jamais participou
de uma convenção de mágicos e raramente entrava numa loja especializada.
O "Professor" Dai Vernon, mestre de gerações de mágicos, escreveu
o livro Malini and his Magic (1961) com a ajuda do escritor
Lewis Ganson. Para fazer o livro, Vernon contou com o auxílio
do amigo Charlie Miller, um dos poucos mágicos que teve o privilégio
de conhecer Malini e seus segredos com alguma intimidade.
Malini era
uma pessoa divertida e fascinante. Sua popularidade era tão
grande que as pessoas se ofereciam para ajudá-lo gratuitamente
! Um show que fez no Viking Hotel, em Newport, por exemplo,
foi todo montado sem nenhum dinheiro ! Tudo (auditório, decoração,
recepcionistas, ingressos etc.) foi oferecido de graça ao mágico
por seus admiradores.
Apesar de
sua baixa estatura, Malini sempre aparecia como um gigante.
Sabia se auto-promover como ninguém, sempre conquistando a atenção
e a simpatia dos que estavam ao seu redor. Seu talento foi apreciado
por celebridades como Enrico Caruso, John D. Rockfeller, John
Jacob Astor e até mesmo pelo gângster Al Capone. O Rei do Sião
deu ao mágico um bracelete com o nome "Malini" escrito com diamantes.
Max Malini
tinha grande facilidade para ganhar dinheiro. Ficou rico várias
vezes, mas também perdeu fortunas. Vários efeitos famosos levam
seu nome ("Malini's Egg Bag", "Malini's Card Vanish" etc.) mas
acredita-se que alguns dos seus mais importantes segredos profissionais
se perderam para sempre com a sua morte. O inesquecível Max
Malini faleceu em Honolulu, Havaí, em setembro de 1942.
Fonte:
Boletim de Artes Mágicas,
Nº 9 - Janeiro de 2000.
Autor: Mahatma
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