Natal: Tornou-se um termo equívoco!


No ambiente cristão, o Natal é, sem dúvida, a festa mais sentida, também por aqueles que não acreditam ou não aceitam o significado real da celebração. Nesse período pré-natalino, há uma mobilização geral no comércio para preparar a ceia, os presentes e os cartões para se desejar um feliz Natal: muitas coisas que não passam de mera formalidade ou tradição.

Existe também a movimentação dos fiéis nas Igrejas para as novenas preparatórias. Nas casas, corre-se para tentar providenciar a decoração com enfeites coloridos, pinheiros carregados e até um presépio...

Mas, o que é Natal?
Actualmente, o Natal tornou-se um "termo equívoco". Existe o Natal consumista que se traduz num evento totalmente festivo, proporcionado, uma maior demanda e oferta no comércio; nesse clima festivo, o elemento espiritual foi reduzido a vagas lembranças: o Pai Natal e a Mãe Natal, vendem muito mais, enquanto o Menino Jesus é um péssimo publicitário.

Existe o romântico que quer ser assenta num sentimento vago de festa íntima, de crianças e da família, da saudade dos idos tempos; este saudosismo não renega o costume da missa da noite do Natal, algum gesto de caridade que de a paz à consciência, durante a comilança da ceia. Enfim; existe o Natal cristão que se manifesta na liturgia da noite e na festa do dia e fundamental sua celebração no Evangelho. A essência do Natal é um Deus que nasce de uma mulher, Maria, numa gruta de Belém, para resgatar a humanidade. Todo o resto nessa festa ou vive essa realidade ou se reduz a uma ilusão.

Natal significa que Jesus veio transformando em Noite Santa, a noite obscura das nossas angústias e desesperos.

Se o nascimento de um Deus homem, é, realmente, centro da festividade, tudo adquire significado e valor (liturgia, ceia, luzes, presentes, etc). Sem essa presença divina, tudo se torna vazio e melhor seria celebrar a festa por outro, mas da Santa Noite de Natal.

Fonte: Revista Mundo e Missão nº 30 Ano 5
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