No ambiente cristão, o Natal é, sem dúvida, a festa mais sentida, também por
aqueles que não acreditam ou não aceitam o significado real da celebração.
Nesse período pré-natalino, há uma mobilização geral no comércio para
preparar a ceia, os presentes e os cartões para se desejar um feliz Natal:
muitas coisas que não passam de mera formalidade ou tradição.
Existe também a movimentação dos fiéis nas Igrejas para as novenas preparatórias.
Nas casas, corre-se para tentar providenciar a decoração com enfeites
coloridos, pinheiros carregados e até um presépio...
Mas, o que é Natal?
Actualmente, o Natal tornou-se um "termo equívoco". Existe o Natal
consumista que se traduz num evento totalmente festivo, proporcionado, uma maior
demanda e oferta no comércio; nesse clima festivo, o elemento espiritual foi
reduzido a vagas lembranças: o Pai Natal e a Mãe Natal, vendem muito mais,
enquanto o Menino Jesus é um péssimo publicitário.
Existe o romântico que quer ser assenta num sentimento vago de festa íntima,
de crianças e da família, da saudade dos idos tempos; este saudosismo não
renega o costume da missa da noite do Natal, algum gesto de caridade que de a
paz à consciência, durante a comilança da ceia. Enfim; existe o Natal cristão
que se manifesta na liturgia da noite e na festa do dia e fundamental sua
celebração no Evangelho. A essência do Natal é um Deus que nasce de uma
mulher, Maria, numa gruta de Belém, para resgatar a humanidade. Todo o
resto nessa festa ou vive essa realidade ou se reduz a uma ilusão.
Natal significa que Jesus veio transformando em Noite Santa, a noite obscura
das nossas angústias e desesperos.
Se o nascimento de um Deus homem, é, realmente, centro da festividade, tudo
adquire significado e valor (liturgia, ceia, luzes, presentes, etc). Sem essa
presença divina, tudo se torna vazio e melhor seria celebrar a festa por outro,
mas da Santa Noite de Natal.