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A Filosofia Mundana Orgulhosamente apresenta:
E ASSIM SE ASSUCEDEU !!
Cordel que explica a origem e o fim de todas as coisas, pela Filosofia Mundana
por Teddie*

violeiro.gif (25763 bytes) A história que vou contar,
não é causo não senhor,
é fato ocorido nas banda do interior,
é a história de  minino, que queria ser dotô.

chegando  emfim na cidade, o pobre do rapaz,
achou que aquilo tudo ali era complicado demais,
e então de um repente, de'um conselho que escutou,
resolveu que a solução era comprar um computadô
com uma tal de internet, e foi aí que indoidô.

deu pra lê umas história de umas pessoa insana
de uma tal filosofia, chamada  Filosofia Mundana.

mas a tal filosofia, que lhe virou de quina pra trás,
ao invés de explicar, complicava, a cabeça do rapaz,
que queria entender, de uma só vez, e  muito mais,
o início, o meio o fim, o lado, a frente e atrás, 
porque o que você procura, está semptre no último lugar
de onde vinha e prá onde vão as coisas boas da vida
comer, beber, fumar, dar uma boa bimba.

mas o desinfeliz não sabia, que a tal da filosofia, 
não veio aqui explicar  as coisas simples da vida.
veio sim prá contrariar tudo o que estava escrito,
que não se pode filosofar sem saber qual o sentido
que não se pode chegar sem saber pra onde se vai,
e que só se sabe quando se chega, depois que a gente  se  vai.

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xi.bmp (127726 bytes) então o pobre Tomaz, que se sentia iludido,
veio nos perguntar onde, quando e o que, tinha ele perdido,
(e onde se encontrava a tal filosofia?)
"Ora, ela se encontra,  no ermo que a noite trás
mas também está presente nas camadas siderais
nos movimentos do Cosmos e nas conjunções astrais,
numa mesa de buteco, ali ao lado cais,
e num gole de cerveja, num cigarro, em dois ou mais,
no PRIRC(*) e no PRARC(*), na ernesto, meu rapaz.
e na concupiscência, que é o melhor que ela traz.

E então sem entender o que ouviu , sentiu e viu,
xingou, gritou gemeu,  mandou todos à puta que pariu
ficou com o demo no corpo, tinha até cheiro de enxofre,
quis morder bater matar, quis bancar o eder jofre.
mas depois de amansado, como todo corno manso,

com uma dose de conhaque, dois cigarro e um Cortezzano.
foi pra casa meditar, pensar no seu desencanto,


Foi aí que aconteceu, para nosso maior espanto,
disse estar regenerado dessa macumba desse encanto,
disse que de agora em diante, era mesmo mais do que um santo
sem beber, beijar fumar era tudo preto no branco.

ia sair pelo mundo, por todo lugar andando,
pra aprender e ensinar o que vinha ele pensando.

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68.gif (5638 bytes) Então passados doze anos,  se tornou figura insígne
foi budista, zen, muçulmano, rasta, krishna  e hippie

nos contou sua histórias as alegres e também as tristes.
que fez tudo na vida até viver de alpiste.

Veio com um papo diferente, etecetra e coisa e tal
o que tinha feito de bom, o que tinha feito de mau,
e todas as histórias, que passou a proferir,
tinham como personagem um rapaz, que uma vez passou aqui,

que  entendeu de entender de uma nova demanda,
de uma tal filosofia, dita por ele profana,

essa tal filosofia era a Filosofia Mundana...


Subiu no palco envovido em névoa, coisa de noite fria,
contou que nas viagens pelos lugares que fazia
um dia acometido de uma tristeza profunda,

resolveu que era  viado, e desabou a dar a bunda

Foi chamado de boiola, baitchola, bicha chibunga,
corno, chupisco, centoula, gaiola, rebusca e corcunda
Muito triste fugiu nosso amigo, foi assim, e coisa e tal
que quando morreu, de gripe  lá pro lado do nepal,
diziam  aqui seus amigos, bom sujeito não foi mau,
só tinha dois defeitos, dava cú e cupava pau
.

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mas suas últimas palavras
que aqui viemos repetir,
só tem um significado, para quem quiser ouvir,

que o que marcou a sua vida, e o fez um doidivanas
foi nunca ter entido  a  tal da Filosofia Mundana.
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