Pensamentos (e a falta deles), idéias (ou a falta delas) e outros devaneios diários (ou não!) de Douglas Backes... enfim, crônicas do dia-a-dia.
Sábado, 21 de Julho de 2001
Marcos e Janaína - feitos um para o outro
O Marcos é aquele amigo clássico que todo mundo tem. De outra cidade, mas vocês veraneiam na mesma praia. Assim, vêem-se apenas durante as férias de verão e - vez que outra - numa daquelas "fugidinhas pra praia" no inverno. E o amigo Marcos é um cara legal, incapaz de fazer mal a alguém, do tipo quase neurótico, que anda cuidadosamente pra não pisar em nenhum inseto, só porque "os pobres bichinhos não podem se defender!". Mas o Marcos é um típico marcha-lenta. Daqueles caras mais feios que bater na mãe. É corcunda e usa sempre a mesma camisa manga física cinza, suada pela excessiva transpiração (coisa comum aos GTE - Gordinhos Tipo Elefante - como ele). Nunca ninguém viu ele pegar ninguém e vão-se criando verdadeiras "lendas" acerca de suas dificuldades de relacionamento com o sexo oposto. Uns dizem que ele tem traumas, "apanhava muito da madrasta". Outros, mais maldosos, põe em dúvida sua masculinidade, afinal "ele nem demonstra interesse...". Mas o fato é que, como ele é um cara legal, ninguém tem coragem de tirar onda assim, na cara. Isso, é claro, até que um espírito de porco aparece e faz a piada. Bom, aí todo mundo se solta... bota pra fora as inúmeras anedotas que se criaram em torno da figura do pobre do Marcos. Ele fica na dele, faz-se desentendido e esboça uma defesa. Vai avermelhando até que sai algo para salvar a reputação: - Eu tenho namorada. Caras de espanto e dúvida. - Err... é que... tipo... ela não é daqui! Caras de "você está mentindo, Marcos!". - Um dia eu trago ela pra vocês conhecerem! Agora sim, parece que convenceu. Alívio para o coitado do Marcos. [continua aí embaixo] Enviado por Douglas Backes às 01:29hs
Mas os dias se passam, as semanas também, e nada da famigerada namorada aparecer. Começam os questionamentos. Ela é bonita? - Mais ou menos... ah, o que importa é a pessoa! Aham. Qual é mesmo o nome dela? - Smrfmf... Hein? - Ãhn... Jana. É! Isso mesmo! Janaína! Sim senhor, é Janaína o nome dela... E o tempo passa e todo mundo quer saber da Janaína. Nada da menina aparecer. O Marcos é o principal motivo de chacota em toda Nova Tramandaí. Tá famoso, o coitado. Até que um dia, meio que do nada, aparece uma loira, de óculos escuros. - Oi... eu sou a Janaína. Vocês viram o Marcos por aí? Todos começam a rir. Caem de rir. Uns se contorcem no chão, outros ficam até sem ar. Alguém, controlando um pouco a risada, diz: - Marcos... tira essa peruca, vai! Seria melhor se, pelo menos dessa vez, ele tivesse trocado a suada camisa de manga física cinza por um pretinho básico. Pobre Marcos... boa pessoa o rapaz, mas definitivamente não tem sorte com as mulheres. Enviado por Douglas Backes às 01:29hs
Quinta-feira, 19 de Julho de 2001
A saga de Jack e Rose
Rose era uma garota mimada, de família rica. Tinha tudo o que o dinheiro podia comprar: jóias, roupas, amigos e notas altas na escola. Mas, para adicionar um pouco de romance a essa história, é óbvio que ela sentia falta de alguma coisa e, é claro, não sabia o quê. E é claro que, pra que você se sinta inteligente, essa história é um pouco previsível: você sabe o que é que faltava à garota. Faltava a coisa que balança... o amor. O amor fica balançando... não se sabe se é felicidade ou dor, é o tênue limite entre as duas coisas.
E Rose, inspirada em seu filme favorito - Titanic - (detalhe que a moça fazia questão de pronunciar "Taitânic"), foi buscar seu "Jack", naturalmente na terceira classe. Encontrou o Jaques.
Jaques era um rapaz meio desdentado, de família humilde e que tinha como maior patrimônio um Carmanguia envenenado... tão envenenado que morreu. Jaques conseguiu trocar, no ferro-velho, os restos mortais do carro por uma caloi 10 que só tinha o freio da frente. Mas isso não é importante no enredo.
Jaques achava estranho sentar-se à mesa em restaurantes caríssimos, rodeado pelos amigos da mãe de Rose - estilistas, "gente da alta costura parisiense", de masculinidade duvidosa. Aliás, duvidosa até um certo ponto: quando um deles desmaiou porque o garçom dirigiu-se a ele por "senhor", não havia mais dúvidas.
Jaques e Rose, tal Eduardo e Mônica, eram nada parecidos: ela era de leão e ele não tinha nem dezesseis no bolso pra pegar um táxi. Todo mundo dizia que ele completava ela e vice-versa, mas é claro que era hipocrisia. Separaram-se e viveram felizes para sempre. Muito melhor que o final do Titanic é a vida real: welcome to the jungle. And enjoy! Enviado por Douglas Backes às 00:25hs
Quarta-feira, 18 de Julho de 2001
Blog de Notas News
Bookmarks atualizados. Enviado por Douglas Backes às 01:34hs
Terça-feira, 17 de Julho de 2001
Enquete
Você acha que eu deveria ter dois blogs, sendo um deles preto, específico pra eu escrever coisas down?
a ) Não b ) Capaz c ) Nop d ) Nada a ver e ) Psssssss... Enviado por Douglas Backes às 15:11hs
Meu blog, meu reflexo
O weblog não é um reflexo da mala que o escreve? Claro que é. Sem censura. Tal e qual. Cópia. Xerox. Pra que ficar me policiando tipo "acho que não devo escrever isso ou aquilo"? Aí não seria eu. Pô, eu tenho altos e baixos, up e down, como todo mundo. Meu blog só reflete isso.
Me foi sugerido que eu tivesse dois blogs: este e um outro, que seria "escuro e sombrio" pra eu escrever quando não estivesse num momento "up". Não gostei da idéia.
"O legal do blog é que tem você ali todo dia" eu escrevi no "Doug by Doug". Então, caro visitante, saiba que cá estarei - alegre ou revoltado - todos os dias. Enviado por Douglas Backes às 15:10hs
Orgulho
Bah... ontem eu percebi o quão importante é saber viver. Senti-me orgulhoso por, já aos 18 anos, ter aprendido que na vida nada é válido se a instituição ser humano não é respeitada. Tem gente que já tá caducando e ainda não aprendeu. Enviado por Douglas Backes às 08:45hs
Boas novas
Desinstalei o zé-de-quinca, passei o Desfragmentador de Disco (bah, "no meu tempo" era só "Defrag"...) e meu Outlook voltou ao normal. Os problemas do Interact estão sendo contornados com inteligência (a nossa inteligência) e a Coca-Cola continua sendo o melhor refrigerante da Terra. Enviado por Douglas Backes às 08:38hs
Segunda-feira, 16 de Julho de 2001
Cu
O cu do subject não tem acento porque cu não se escreve com acento. Principalmente agora, que a Marina deixou de blogar. Essa é uma notícia ruim, mas tem coisa muito pior no mundo. E o "legal" é que todas essas coisas piores acontecem comigo. Eu odeio o CJB, odeio o RG3, odeio o Desembucha, odeio a Starmedia. Sorry, mas era o que eu precisava dizer. E vem mais caca por aí. Não recomendo a leitura do que se segue, porque, é sabido, palavras chulas transformam um blog numa merda. Odeio o AJ e ele que se foda. Odeio a MTV que vem encher minha cabeça com o drama desse cara aí, porque tenho problemas mais REAIS pra resolver, não podendo me dar ao luxo de pensar "será que o AJ vai morrer?" (...) A reunião do Interact foi uma merda; quem esteve lá sabe o porquê. Aos demais, resta e, espero, sempre restará a curiosidade. Instalei um zé-de-quinca dum editor de txt, provavelmente feito em fundo de quintal, e o winzip 8.0 (na verdade, meu irmão é que instalou esse último) e meu micro resolveu me incomodar. Decerto não gostou dos programas, sei lá. Só sei que tá me sabotando. O outlook pirou e as mensagens pure text não abrem mais no visualisador (sim, mantenho ativada a visualização instantânea), e sim na porra do zé-de-quinca do programa editor de texto, pois elas (mensagens) vêm como attach. Desinstalei essa merda de editor mas não resolveu nada: o outlook continua mantendo as msgs como attach e, agora, as abre no Bloco de Notas. Porra.
Mas pra não dizerem que eu azedei, deixo uma frase mais light para fechar o post: "nada como uma boa coca-cola em garrafa de vidro de 1 litro." Coke, salvou o dia. Enviado por Douglas Backes às 00:04hs
Domingo, 15 de Julho de 2001
Dica Dukaralho
Esse David Coimbra (infelizmente da RBS, mas xapralá esse detalhe...) escreve muito mesmo!! Comicidade inteligente, sutileza surpreendente, senso crítico exposto de forma tácita. Enfim, um gênio.
Tomei a liberdade de pinçar um pedacinho de sua mais recente coluna (14/07/2001) no ClicEsportes:
"Bem, cá estamos, na tão temida Colômbia e, até agora, ninguém explodiu nada em nós. Os grandes problemas são o merengue, a salsa e a rumba, tocados com paixão indefectível por todos os rádios, dançados com fúria em todos os bares. Como ficamos nós, brasileiros, tão acostumados à velha e boa música americana? Além disso, não sei diferenciar a salsa do merengue e o merengue da rumba, nem mesmo a rumba da salsa. Para mim, são como a Coca e a Pepsi - iguais."
A quem interessar (e recomendo), a íntegra da coluna dele no Clic. Enviado por Douglas Backes às 03:37hs
Ah, bom!
Estava dando uma olhada no meu inseparável dicionário Aurélio, quando deparei um verbete estranho: "ãa". Aliás, só estranho não... bem estranho. Mas, pior do que o verbete, é o seu significado. Sabe o que é "ãa"??? É a abreviatura de "aná".
Pergunto: será que uma palavra "tão grande" quanto "aná" precisa de uma abreviatura? Se sim, por que "inconstitucionalissimamente" não precisa? É, nobre leitor, "inconstitucionalissimamente" não tem abreviatura. Se você quiser dizer que alguém está agindo inconstitucionalissimamente, terá que dizer exatamente isso. Por outro lado, quando você precisar dizer "aná", não precisa se cansar... basta dizer "ãa". Que bom, né?! Enviado por Douglas Backes às 01:01hs
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