Pensamentos (e a falta deles), idéias (ou a falta delas) e outros devaneios diários (ou não) de Douglas Backes... enfim, crônicas do dia-a-dia.


29.9.01
Precavido

- Me dá seu telefone?
- Ok... vou escrever aqui no guardanapo, certo?
- Tá.
- Nove, nove, quatro...
- Em duas vias, tá?
- Hein?
- Autenticadas!
- Como assim?
- Uma assinatura do seu pai já serve, uma vez que não há um gerente.
- Ficou maluco?
- Maluco não! Precavido. Depois a gente vai registrar isso aí em cartório!
- Mas... mas...
- Tô falando sério! Pô, cansei de levar cambão. Quero ter certeza do seu telefone.
- Nossa...
- Sério, tô apaixonado por você! Não posso mais viver sem sua presença...
- Meu Deus! Fico lisonjeada, mas...
- Mas nada! A gente pode se ver amanhã mesmo!
- Amanhã... bem, eu...
- Amanhã e não me enrola! Às 20 horas. Aqui.
- Tá ok! Tá ok! Amanhã... vinte horas... aqui. Combinado.
- Ótimo.
- Então tá, né... vou indo...
- Espere! Pode ir deixando seu relógio comigo.
- Como é que é?
- Penhora, meu bem! Garantia de que você vem amanhã...



28.9.01
Internet: coisa do "demo"?

E não é que os pecados capitais estão entrando na minha vida via internet? Fui verificar meus e-mails e qual não é minha surpresa ao deparar a cena abaixo... mera coincidência?




Poesia

{post retirado. sim, volta.}



27.9.01
Rodoviária

- Quais os horários de ônibus pra São Leopoldo, à tarde?
- Comum?
- Não... com air-bag para todos os passageiros, teto solar e piscina térmica... tem?
- Engraçadinho. Comum ou semi-direto?
- Qual é a diferença? Eu acho o semi-direto tri comum...
- Comum de meia em meia hora a partir do meio-dia. Semi-direto só com lista de espera.
- "Lista de espera"?? Mas isso aqui é uma estação rodoviária ou centro de transplantes de medula? Me dá uma passagem pro comum...
- Tá aí. Dois reais e cinqüenta centavos.
- Isso é com ou sem seguro?
- Sem. Você tem que pedir se quiser seguro.
- Ah! Quero seguro!



26.9.01
The otherside

{post retirado. sim, voltará.}



25.9.01
Picture

autor desconhecido



Pensamento do dia

Achei essa na internet: "errar é humano... acertar é muçulmano!"



24.9.01
Mamonas Assassinas e Bin Laden

Dinho, dos "Mamonas Assassinas", bem como o resto da banda, pode ter tido ligação com Bin Laden. As evidências estão no primeiro disco do grupo paulista:

1) Nos "agradecimentos" consta: "a Santos Dummont, que inventou o avião". Ora, não tivesse inventado e não teriam derrubado o World Trade Center!

2) Em uma das músicas, Dinho fala de sua relação com Bin Laden: "(...) te cortei os cabelos do sovaco e as unhas do pé (...)" e declara, ainda: "eu fundei a associação internacional de proteção às borboletas do Afeganistão".

Curiosamente, os Mamonas Assassinas morreram num acidente aéreo, quando (inexplicavelmente) o avião que os levava bateu contra a Serra da Cantareira. Especula-se que tudo não passou de um teste para avaliar o poder de destruição de um avião sobre uma superfície rígida. Nada confirmado, entretanto.



23.9.01
Rosa

Miriam chega em casa, encontra César e atira sobre a cama uma camisa nova.
- Pronto. Tá aí a sua camisa pra festa de hoje à noite.
- Hein??? Cor-de-rosa???
- Não é cor-de-rosa, é salmão!
- Salmão, o cazzo! Salmão, pra mim, é o rei aquele...
- Aquele era Salomão.
- Tá, salmão, salomão, não importa. Isso aí é rosa.
- Tá, pode não ser salmão, mas rosa também não é.
- Ah, não, é?? E que cor é, então?
- Hum... é tipo um vermelho...
- Vermelho? Boa essa! Vermelho eu vou ficar se tiver que usar isso!
- É um vermelho estilizado... um tom pastel, entende?
- Ah, "pastel" sim é um bom termo... porque se eu vestir essa camisa, estou frito!
- Ok, ok... então, seu machista, use a mesma camisa de ontem...
- Nem pensar! O Antonioni ia tirar o maior sarro!
- (...)
- Tá, vou de "tom pastel" mesmo e seja o que Deus quiser.
Cinco minutos trancado no quarto, tentando se convencer de que não era rosa.
- Ficou lindo, querido!
- Lindo, nada... é rosa!
- Salmão!
Quinze minutos no carro, já estava percorrida a metade do caminho.
- Rosa.
- Salmão, querido.
- Fico ridículo.
- Sofisma.
Mais dez minutos de carro. Quase na festa.
- Rosa.
- Salmão, já disse!
- Eu sei que é rosa, muito rosa e que eu fico ridículo de rosa. E nunca (NUNCA, OUVIU BEM?) vou aceitar o termo "salmão" pra algo tão gritantemente ROSA! Ponto final.
Mais cinco minutos a bordo do carro. Absoluto silêncio. Enfim, chegam à festa.
- César!
- Antonioni!
- Hum... de rosinha, é?
- Salmão, Antonioni, salmão...





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