Pensamentos (e a falta deles), idéias (ou a falta delas) e outros devaneios diários (ou não) de Douglas Backes... enfim, crônicas do dia-a-dia.
11.8.01
Blog de Notas News1) O Desembucha voltou ao ar, mas não vou tirar o Blog de Notas daqui do Blogger. 2) Resgatei o arquivo que faltava para completar o arquivo de posts antigos. 3) Atualizei a seção "Bookmarks". Todos os links estão funcionando e há alguns novos. 4) Adicionei mais dois livros que li à seção "Biblioteca".
Douglas Backes 22:24
Meta sua colherA partir de agora você pode deixar seus comentários a respeito dos posts que eu publico. Para tanto, basta clicar no link "Meta sua colher nesse post". É fácil de usar e - se você, por algum motivo que foge à minha compreensão, - não quiser se identificar, pode usar um apelido. Os comentários ficam disponíveis, podendo ser visualizados por qualquer pessoa que acessar o site. Bom, tá aberto o canal! Meta sua colher nos assuntos que bem entender...
Douglas Backes 01:07
IncongruênciasComo eu iria adivinhar?
- Alô, eu poderia falar com a Carlinha? - É ela! - Ué? Tu nem gostas de atender o telefone... - É, né, Joca... mas num dia como hoje... todo mundo que liga pra cá quer falar comigo, né?! - (...) - (...) - Sim!! Claro, Carlinha... lógico! - (...) - Feliz aniversário, guria! - Hein? Que aniversário, Joca? Bah... pelo menos podias me poupar dessas tuas piadas num dia como esse... e eu achando que tu tinhas ligado pra me consolar... À cabeça de Joca vieram algumas lembranças... o pai de Carlinha andara mal, chegando a estar hospitalizado, mas a última informação que Joca tinha dava conta de que o velhinho melhorara. E se houvera uma recaída? - Err... ãh... mmmfffp... - Joca? Cluc. Tup, tup, tup, tup... e nunca mais ligou. Nem sonha que o que houve é que morrera o hamster dela. Um tanto piegas a Carlinha.
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Foi algo que eu disse?
- Aaaai, que amor aquele nenezinho!! Filho, vai ali e pergunta pra mãe dele qual a idade do nenê. - Tá... "Peraí!! Se eu perguntar 'quantos anos ele tem', vai tá errado... porque ele não deve ter nem um ano ainda... mas e se eu perguntar 'quantos meses' e ele já tiver um ano? Ai, ai, ai... ah! Já sei!" - Oi... que bonito esse nenê, tia! - Ah, obrigada! - Hum... quanto tempo de vida ele tem? A mulher arregalou os olhos. Estaria diante de um sensitivo, um profeta do apocalipse? Pegou seu nenê no colo e saiu correndo, tentando preservá-lo pelo tempo que ainda tivesse.
Douglas Backes 00:45
10.8.01
Omar, o agente funerário"Funerária Boa Vontade, a sua tristeza é a nossa felicidade". O slogan do estabelecimento era a cara de seu proprietário, o Omar. Sujeito estranho: sempre com os olhos arregalados, sempre com aquele senso de humor duvidoso. O Omar fazia desfiles para apresentar a coleção de caixões primavera/verão, evento que nunca reunia muita gente... compareciam os agentes funerários concorrentes, a fim de espionar as tendências da moda fúnebre, meia dúzia de membros da comunidade underground da cidade, só pra fazer uma onda e um que outro paciente terminal da alta sociedade (afinal, "morrer tudo bem, mas com estilo, tem que ser fashion"). O Omar fazia piadinhas infames com uma cara séria. Dava um tempo e caía na gargalhada, aparentemente cutucando com o cotovelo algum amigo imaginário: - Sacou? Sacou? Hahaha!! "Os negócios andam meio mortos ultimamente", hahaha!! "Meio mortos", sacou?!? Esse comportamento pra lá de inconveniente incomodava um pouco "a clientela", mas o Omar fazia negócios em suaves prestações... então "valia a pena" agüentar todo aquele humor negro. - Seu pai morreu? Quem sabe você mata sua mãe pra aproveitar a promoção de caixões de casal? A velha já nem regula bem mesmo... - Omar, respeite minha dor, ok?! - Desculpe... sente-se aí! Quer um lanchinho? Um sanduíche de presunto, que tal? - (...) - Hahaha! "Presunto", entendeu? Foi uma piada! E, balançando a cabeça, ainda completava: - Presunto... não, não, não, eu sou mesmo engraçado! E anotava as tiradas num bloquinho, pra contar entre os amigos. Todos achavam, apesar da tetricidade das piadas, interessante como o Omar mantinha o bom humor, tendo que ver tristeza todos os dias. E o Omar ainda era feio, órfão e tinha uma doença que o fazia não sentir o gosto das coisas. Ninguém entendia aquele permanente sorriso em seu rosto. Mas sobreveio o dia em que Omar morreu. A viúva, "uma véia mais feia que tirar tatu em casamento", segundo palavras do próprio Omar (quando vivo, é claro), chorava muito no velório. Omar estava lá, durinho no caixão, com uma expressão séria. O padre, meio a contragosto, lia um texto feito por um amigo do falecido: "Omar... grande homem, cidadão de respeito. Vivenciava a tristeza e a dor diariamente, mas tinha uma grande vontade de viver! Quem esquece aquele contínuo sorriso no rosto? E quem entende? Do que, na vida, o amigo Omar podia achar graça? De nada! De nada! E será que algum dia vamos saber o que lhe deixava tão feliz?" Ouviu-se um sussurro: - A Fátima! Alguém teve a impressão de que Omar avermelhara. Mas eram as más línguas... afinal, ele estava morto! A Fátima era a empregada. Todos olharam para ela, que enrubesceu, no alto de seus 1,70m (nos quais distribuíam-se com imensa perfeição 60kg de corpo: tudo no lugar!). Mas... seria mesmo? Omar sempre fizera pouco caso de todos os funcionários, nem os olhava no rosto. Não, não devia ter havido nada entre eles. Era impossível. - É impossível! Tenho plena confiança no Omar! - bradou a viúva. Alguém novamente cogitou a possibilidade de Omar estar ficando mais vermelho. Fátima disse, com notável compaixão, para a viúva: - A senhora tem toda a razão. O patrão sempre foi um homem de respeito. - Pssstpf!! Omar cuspiu-se, não conseguindo evitar o riso. Passou a gargalhar. E a ex-viúva teve um ataque do coração, passando dessa para uma melhor. O mesmo aconteceu com a mãe dela, com o padre e com alguns velhinhos que estavam presentes "por gosto" de ver Omar de botas batidas. Omar espantou-se com aquelas mortes em série. Suspirou. - Ai, ai... um, dois, três, quatro, cinco... seis caixões. Quem vem junto? - (...) - Pô, pessoal... - (...) - Ok, ok... eu pago essa rodada!
Douglas Backes 00:36
9.8.01
Dr. SérgioDr. Sérgio era um profissional respeitado: um cirurgião de renome mundial, um verdadeiro "papa" dos transplantes (uma única vez tivera um insucesso, mas como era sua sogra, o fato não abalou o conceito que se tinha de suas capacidades).
Conhecido pela comunidade como um homem de boa índole, sério e capaz, Dr. Sérgio, quando não estava em serviço, dedicava-se a sua outra paixão: o futebol. Era um apaixonado pelo esporte! Não perdia um jogo do seu Inter, não faltava a uma pelada sequer do clube da cidade, pelo qual jogava. Não sabia perder, é verdade. Certa feita ameaçou um jogador do outro time: "se tu entrares assim de novo eu te faço uma plástica ao fim do jogo!". E sabe como é, quando isso vem de um cirurgião, não se pode duvidar...
Dr. Sérgio suava sangue pelo time da cidade. "Só não jogo 'com o coração na ponta da chuteira' porque isso seria um terrível erro médico". Chamava o técnico do time de "apêndice", porque ele "não serve pra nada, e quando se inflama incomoda pra caramba". Tinha dessas tiradas, o Dr. Sérgio. Mas era tudo pelo esporte, ou melhor, tudo pela vitória. Definitivamente não sabia perder. Se perdia um jogo, perdia também a paciência. Aí sim, era capaz de armar grandes confusões.
Contam que um dia, semanas depois de uma bem-sucedida operação de coração, um paciente voltou ao consultório do Dr. Sérgio. - Doutor... - Sim? Como está o coração? - O coração está como novo, doutor, mas... - Sim? - O pulmão. O pulmão parece que está mais fraco, doutor... - Exatamente. - Hein? Como "exatamente"? Isso é normal? - Ora... eu transplantei o teu pulmão. - O quê? Doutor, o senhor está louco? O meu problema era de coração... meu pulmão sempre foi ótimo! - Por isso! Ou tu achas que eu vou perder o jogo de fim de ano entre médicos e transplantados?
Douglas Backes 00:34
Inter!Quem diria, hein?! Meu Inter ganhou, rapá! Dá-lhe Colorado, rumo a Tóquio! Inter 2x1 Santa Cruz-PE.
Douglas Backes 00:33
8.8.01
Eu não esqueçoCertos assuntos eu trato como "passado, morto e enterrado". Mas, ainda que "morto e enterrado", esse passado não fica esquecido. Não mesmo.
Às pessoas que passam pela minha vida e legam coisas boas eu deixo um espaço reservado na memória. Um espaço eterno. E é nesse baú de recordações que ficam ex-namoradas, grandes amigos(as) que, por algum motivo, não estão próximos. É nesse baú de recordações que ficam os ex-professores e as ex-professoras a quem devo muito. Aliás, a todos que ocupam esse espaço na minha memória eu devo alguma coisa e talvez seja exatamente por isso, pela existência desta espécie de "dívida", que eu os deixo ali, não os esqueço.
É como se algum dia eu fosse pagar essas dívidas. Todos os credores estão cadastrados ali, com nome, imagem, alguma outra informação e, mais do que isso tudo, o que legaram. O que aprendi e o que vivenciei de bom graças à passagem dessas pessoas pela minha vida.
Mas então, se as lembranças são boas, por que trato tudo isso como "passado, morto e enterrado"? Parece estranho, talvez até incoerente, mas na verdade é simples: pra não remoer o sentimento de saudade. Se parar pra relembrar "aquela professora que nunca mais vai me dar aula", "aquela ex-namorada que nunca vai voltar", "aquela amiga que mudou de cidade e que sabe lá Deus se ainda lembra de mim"... se parar pra relembrar isso tudo, o que há é saudade. E saudade dói, todo mundo sabe disso. Mas eu não esqueço. 8 de agosto, aniversário da minha primeira namorada... parabéns, Dessa! Você sabe o quanto representou pra mim.
Douglas Backes 00:25
7.8.01
Blog de Notas NewsResgatei os posts do tempo do Desembucha.com. Se quiser vê-los, role a tela até o final e clique no link que há para os tais arquivos.
Douglas Backes 01:00
Dias úteisPor que chamam o período compreendido entre segunda-feira e sexta-feira de "dias úteis"? Sábado e domingo são dias inúteis? Acho que não, hein...
Douglas Backes 00:29
Os sete pecados capitais - Parte III (considerações finais)Avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e orgulho. Sete coisas banais, sete pecados capitais. Até rimou. Fico pensando... como evitar estes pecados?
Avareza... em tempos de crise, ou você dá valor aos trocados que tem, ou já era: você é atropelado pelo capitalismo. Se eu tivesse uma empresa detentora de muito dinheiro (ouro!), até daria pra ser generoso. Mas assim como as coisas são hoje, no way!
Gula: o famoso exagero na comida (ou na bebida). Como evitar? Quem tem boa saúde (e eu tenho) vai comendo, comendo e, quando vê, já comeu demais. Aí é tarde, fato consumado. Pequei. Se minha saúde fosse frágil (e graças a Deus não é), decerto comeria bem pouquinho, ou seria alimentado por soro. Aí sim, seria impossível pecar por gula.
Inveja. Se pudéssemos ter tudo, não haveria do que ter inveja. Acho que só assim... tendo muito dinheiro (ouro, ouro!) pra não cometer uma vez ou outra este pecado.
Ira: pô, com a atual situação (te roubam, te ferem, te atacam de todas as formas), como não ficar injuriado? Só vivendo num lugar muito zen, onde todos fossem subordinados a mim... aí eu não ficaria irado nunca!
Luxúria. Olha, se o cara tem a máquina, se Deus nos deu o poder do deleite, pôs no mundo a sensualidade... como não render-se ao prazer? Só sendo bem velho, pois aí o cara já fica impotente e tal...
Preguiça. Nem discuto este ponto. Não tendo nada para fazer, não teria como sentir preguiça... e tenho dito!
Orgulho. Olha, deu pra constatar que, para que eu pudesse evitar os pecados da luxúria e da gula, eu teria que estar velho, impotente e com a saúde frágil. Nesse caso, teria orgulho do quê?
Bom, e pra não cometer nem um dos 7 pecados capitais? Como eu teria que ser? Teria que ser velho, impotente, com saúde frágil, ter uma empresa detentora de muito dinheiro (ouro, ouro, ouro!), ser alguém sem nada pra fazer e morar num lugar zen onde todos fossem subordinados a mim. Quem, então, consegue não cometer nenhum pecado? O Papa. Perdão pela aparente heresia, mas é um fato. Os pecados capitais foram catalogados por um Papa, só pode.
Douglas Backes 00:23
6.8.01
Post clássicoUm pouco de vida real: meu final de semana. Sábado começou cedo pra mim: 5h da matina. Levantei, tomei um banho, comi alguma coisa e dirigi-me ao ginásio do Colégio Santa Teresinha, onde o Interact realizou um galeto. Chegando lá, percebi que eu era o primeiro sócio a chegar (com exceção, é claro, do presidente Zezé, pontualíssimo). Bom, nem preciso dizer que o dia foi de muito trabalho, mas foi, na mesma medida, muito gratificante. Sério, nunca pensei que um dia eu fosse gostar tanto de coisas desse tipo, mas, de fato, gosto. Interact rlz! (#taquara mode on). Domingo foi paradex: acordei às 11h30min e fiquei fazendo coisa nenhuma até a hora do almoço. Almocei no "Km 4" - é o "apelido" de um restaurante alemão (comida caseira) muito bom do qual eu não sei o nome. Mais tarde, pude acompanhar o jogo do Inter (um dia ainda vou conseguir escrever aqui que o Inter ganhou... mas não hoje, infelizmente). Às 19h30min teve uma assembléia do Interact para a aprovação do Regimento Interno do clube. E tá aprovado. Na seqüência, a reunião ordinária do clube. Foi legal. Depois da reunião, fui (finalmente) jantar. A Ciça, a Van, o Lash e eu fomos até a pastelaria próxima à igreja católica... foi a melhor parte do dia. Valeu a pena mesmo: eu e a Van relembrando os tempos de (pasmem!) pré-escola! Rimos muito com a série de besteiras que se sucederam em meio a outros assuntos. Enfim, um necessário relax.
Douglas Backes 01:40
5.8.01
Blog de Notas News"O bom filho à casa torna". De volta ao Blogger, fazer o quê? O Desembucha me deixou na mão muitas vezes... perdi a paciência. Mas não foi só isso o que mudou: a seção "CD BOX" também foi dar uma banda, pegar uma praia e tal. Prometeu que volta bem melhor. Ah! O arquivo com os posts antigos vai ser recuperado e colocado à disposição aqui no site, isso eu prometo.
Você também pára pra pensar sobre essas coisas tão importantes?
Motoboys
Já parou pra pensar o quão diferentes das demais pessoas são os Motoboys? Nunca tiram o capacete! Acho que são capazes de jantar num restaurante caríssimo apenas levantando a viseira. E o jeito que correm pra moto depois de realizar uma entrega? Meio que vão "troteando", aí dão um salto meio engraçado e "aterrisam" a bunda na moto. Digno de medalha de ouro nas Olimpíadas! Ah! No mesmo movimento, ligam a moto e arrancam. Impressionante. "Uma técnica apurada, sincronia de movimentos... sem dúvida, Galvão, temos um forte candidato ao pódio".
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O arbusto
Um colega meu (Vinicio) é que levantou a questão. Por que em todo o filme ambientado em algum lugar deserto sempre passa rolando um arbusto seco com o vento? E o pior é que eu acho que é sempre o mesmo arbusto. Um gênio das telas, sempre chamado por todos os diretores! Pena que poucos reconhecem o talento deste excelente ator. Um dia ainda ouviremos um "The Oscar goes to... Air Busto! (ou sei lá como se diz arbusto em inglês!)". Melhor ator coadjuvante, claro. Nunca deram uma chance de verdade ao pobre ator. Mas a esperança é a última que morre. Talvez, algum dia, "Air Busto" ganhe um papel de protagonista. Acho até que ele poderia substituir tranqüilamente o Leonardo di Caprio em Titanic. Rose na ponta do navio: "Jack, eu estou voando"... aí vem aquele arbusto seco rolando com o vento e derruba a garota na água. Seria um sucesso!
Douglas Backes 01:38
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