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O que mais me marcou no Zero, desde a primeira vez que ouvi, foi o espírito de magia que contia o seu som. Os vocais graves e bem encaixados de Guilherme Isnard, aliados ao poder instrumental da banda realmente são impressionantes. Lembro da primeira vez que ouvi Quimeras. "Deuses do além, doendes do ar..." ficou na minha cabeça. Quanto às letras, o que mais me chama a atenção no Zero é a característica de tratar os sentimentos relacionados à paixão, em todos os seus sentidos, de uma maneira diferente da normal. "...E os corações se arrependessem dos momentos de prazer, e não lembrassem mais como era bom cantar sem se comprometer..."dizia Quero te Contar, última música do LP "Passos no Escuro."

Em sua primeira formação, o Zero contava com Claudio Souza e Fabio Golfetti, que depois formariam o Violeta de Outono. Compreende-se assim o poder de "sedução" da música do Zero. Tratava-se de uma seleção de bons músicos. Nas formações posteriores, o Zero nunca perdeu sua característica, um estilo New Wave, baseado em tocar o coração e deixar emoção com suas letras e melodias. "E eu vou dormir prá quê? ...Se eu estou a fim de me entregar" dizia Formosa, grande sucesso da banda.

Mas o Zero é uma banda que não se baseia em sucessos passageiros, como muitas bandas que encontramos hoje no cenário brasileiro.

Trata-se de uma grande banda, que sabe fazer do seu som algo poderoso e cada vez melhor. Em todas as suas músicas, o público pode constatar a força do Zero e de suas letras. Este público se mantem firme até hoje, assim como a banda; que, graças a Deus, nunca parou de tocar. A vida não tem segredos...

 

© 2000 Rafael Augusto Machado

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