Pan-Americano
Claudinei Quirino conquistou a sexta medalha de ouro do Brasil nos
Jogos Pan-Americanos. O brasileiro venceu a prova dos 200 metros
rasos em Winnipeg.
O brasileiro marcou o tempo de 20s30. A medalha de prata ficou
para o norte-americano Curtis Perry, que anotou 20s58. O chileno
Sebastian Bianchi ficou na terceira posição, com 20s82.
Claudinei e André exibindo as
medalhas do Pan
Mundial
Para chegar à prata, Claudinei melhorou duas vezes
seu recorde
pessoal nos 200m, com 20.13 na semifinal e 20.00 na final. Ele chegou a
4
centésimos do recorde sul-americano de Robson Caetano da Silva.
E à
sua frente, em Sevilha, só o americano Maurice Greene, o homem mais
rápido do mundo.
A história de Claudinei nos Mundiais registra permanente ascensão:
já ao
estrear, em Gotemburgo (Suécia), em 1995, ficou com o 5º lugar,
e em
Atenas (Grécia), em 1997, ganhou bronze. Em Sevilha, ele também
ajudou o 4x100m a quebrar o recorde sul-americano, com 38.05 na final.
"O Atletismo brasileiro mostrou grande evolução", disse Claudinei.
"Aos
poucos, acho que o público vai conhecer melhor o atletismo e os
atletas",
afirmou.
brinca com suas 4 medalhas
do Pan
CLAUDINEI QUIRINO É CAMPEÃO
DOS 200M
Ele ainda bateu o recorde
dos 200m MUNIQUE (Alemanha) - Depois da
medalha de prata e do título no PAN, mais um feito do velocista
brasileiro
Claudinei Quirino da Silva nos 200m.
Foi no Estádio Olímpico de Munique, a 11 de setembro, na
final do Grand
Prix da IAAF: ele derrotou o americano Maurice Greene, o homem mais
rápido do mundo, ficou com o título da prova no Grand Prix
e ainda
estabeleceu o novo recorde sul-americano da prova, com 19.89, correndo
contra um vento de 0,8 m/s.
Claudinei melhorou, assim, em 7 centésimos, o recorde anterior dos
200m, que pertencia ao também brasileiro Róbson Caetano da
Silva, e
que fora obtido há 10 anos em Bruxelas. Aos poucos, o atleta de
28 anos,
natural de Lençóis Paulista, vai recebendo da imprensa o
tratamento que
merece: o de atleta de primeira linha.
Em sua chegada, no domingo dia 12, no Aeroporto de Cumbica, havia
repórteres de jornais e equipes de televisão. Com a simplicidade,
que é
uma de suas principais características Claudinei explicou que tudo
dera
certo em Munique: "Foi bom ganhar do Maurice Greene, foi bom ganhar o
título do Grand Prix, mas o melhor mesmo foi quebrar um recorde
que já
durava 10 anos e que pertencia a um atleta como o Róbson".
E Róbson também foi elegante. "Nunca tive dúvidas
de que o Claudinei iria
longe. E acho que ele pode melhorar ainda mais", disse o carioca,
também recordista continental dos 100m, com 10.00. A mesma opinião
tem o técnico de Claudinei, Jayme Netto Jr., para quem o velocista
ainda
tem o que evoluir. "Nos próximos 2 anos ele pode conseguir marcas
ainda
melhores", disse Jayme.
O título de Claudinei é o 3. já conseguido por um
brasileiro no Grand Prix:
antes, Róbson Caetano também vencera os 200m em 1989 e Zequinha
Barbosa os 800m, em 1986.
CLAUDINEI QUIRINO DA
SILVA
Nascimento: 19/11/70,
em Lençóis Paulistas (SP)
Altura: 1,85m
Peso: 82kg
Técnico: Jayme Netto
Júnior
Principais provas: 100m, 200m e 4x100m rasos
C a r r e i r a
Claudinei foi integrante da Seleção
Brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta (96).
Medalha de bronze no Campeonato Mundial
de Atenas (97) nos 200m.
Medalha de bronze nos 200m nos Jogos da
Amizade nos EUA (98).
Primeiro lugar no Meeting Internacional do Rio
de Janeiro (99) nos 100m e 200m.
Vice-campeão mundial em Sevilha com 20,00s.
Considerado um dos principais nomes do
atletismo de velocidade do país, na última vez
em que esteve no Rio de Janeiro para o Grand
Prix, em março de 99, roubou a cena,
deixando para trás inclusive os estrangeiros
convidados. Venceu as duas principais provas
de velocidade, os 100m e 200m, e, de quebra,
conseguiu o índice para o Mundial de Sevilha,
uma importante competição no calendário de
Claudinei para 99. Em junho desse ano,
Claudinei Quirino da foi o segundo colocado
na prova dos 200m rasos do Bislett Games,
realizada em Oslo, e válida pelo Golden
League da IAAF. E o primeiro colocado em
Munique batento o recorde sul-americano
com19,89s.Claudinei Quirino começou a competir no
Teve ascensão rápida a partir de 95, quando
participou de uma de suas primeiras
competições no exterior, e acabou
abocanhando um quinto lugar nos 200m no
Mundial da Suécia. Seu maior sonho é trazer
para o Brasil uma medalha olímpica numa
prova individual em Sydney.
Claudinei está cursando Educação Física em
Ribeirão Preto, cidade onde treina e mora.