Biografia

Quando saiu de Cuiabá(MT) em 1987, Otaviano tinha apenas 14 anos e uma meta: ser jogador de vôlei pelo Banespa, em São Paulo. Seu desempenho era considerado bom e o garoto era apontado como promessa. Não era pra menos: Otaviano quase foi para a seleção brasileira de vôlei e jogava ao lado de outros craques como Marcelo Negrão, Xandó e Rogério do Palmeiras.

Otaviano morava numa espécie de pensão na Alameda Joaquim Eugênio de Lima (no bairro Jardim Paulista), esquina com a Av. Paulista, onde ficava a sede da rádio Jovem Pan. Um dia, esperando o ônibus que o levaria para o treino, resolveu arriscar e entrou no prédio. Deparou-se com a secretária da rádio, que logo lhe perguntou se o que queria era um adesivo. Resposta de Otaviano: "Não. Quero trabalhar na rádio, quero ser locutor" Então a moça pediu-lhe que deixasse ali uma fita-demo em que suas habilidades como locutor pudessem ser conferidas. Como nem sabia do que se tratava, Otaviano respondeu que "não sou do diabo". A secretária não lhe deu mais crédito e o adolescente quase desistiu, mas pensou que não tinha nada a perder se insistisse na cara-de-pau e voltou. Ele já gostava de imitar personalidades e usou deste artifício para atrair a atenção de quem passasse por ali. E funcionou. O showzinho composto de vozes como Gil Gomes, Paulo Francis, Paulo Henrique Amorim e até mesmo o Robocop fez com que Emílio Surita- diretor artístico da rádio- viesse até ele e o convidasse para gravar num estúdio tudo o que lhe viesse à cabeça durante meia-hora. Funcionou. Dois dias depois, foi chamado pra trabalhar como locutor e redator do programa Pan Demonio, nas madrugadas de sábado.

O segundo trabalho de Otaviano na mídia aconteceu de repente. A atriz Patrícia Opik, que trabalhava na Praça é Nossa e estudava no Colégio Objetivo-o mesmo de Otaviano- o convidou para assistir uma gravação do programa humorístico do SBT. "Do lado de fora do set, engatei minhas imitações". Por pura sorte, um roteirista o viu, gostou e o levou para ser roteirista e ator do programa Escolinha do Golias, apresentado por Carlos Alberto de Nóbrega, nas tardes do SBT. Lá ele interpretava o personagem Aguidalberto Boa Pinta.

A terceira cartada do futuro apresentador foi na MTV Brasil, novamente por acaso. A sede do SBT ficava ao lado da sede da emissora musical. "Ví um anúncio de testes para VJ, só que a seleção já estava encerrada". Mas Otaviano não deixou escapar. Na recepção da Tv, conseguiu o telefone do diretor de jornalismo (na época, o Zeca Camargo) e foi até um orelhão da esquina. Zeca o reconheceu por ser locutor do Pan Demonio, o convidou para subir e conseguiu para o rapaz um teste de VJ. Quase dois meses depois, foi chamado para trabalhar lá. Apresentou por quase dois anos os programas Big Vid, Mega Max e Clipes Animados e criou o bordão "Otaviano Costa, o VJ que você gosta"

Trabalhando na MTV, Otaviano conseguiu um espaço aberto no mercado publícitário, fazendo comerciais e jingles. Desde Hits MTV, oferecimento Nike, Ruffles até Chocolate Rock, Todo Mundo Curte. Foi nessa época que ele se afastou definitivamente do rádio, pois fazer merchandising é muito mais lucrativo que locução de rádio.

Sem se afastar das locuções, Otaviano foi convidado por Rogério Gallo (que trabalhou com ele na MTV) para retornar ao SBT. Dessa vez, para trabalhar no infantil "Casa da Angélica". No comando da loira, Otaviano Costa fazia reportagens, atuava na novelinha interna Tempestade de Lágrimas como Rodolfo Ramirez e fazia as vozes da "Meda" e dos bonecos Jaca e Pingo.

Sua próxima investida foi novamente como ator, na peça A Dona da Bola, dirigida por Atílio Riccó e rodou por quase um ano, todo o interior de São Paulo. Logo quando voltou, a convite do Nilton Travesso, participou dos últimos vinte capítulos da novela Éramos Seis, como o personagem Tavinho, filho dos atores Osmar Prado e Denise Fraga.

Sua primeira grande experiência como apresentador foi o programa Check Point, uma produção independente exibida às 17h dos sábados na CNT. Ao lado do ator Rodrigo Faro, que fazia as reportagens, Otaviano conseguiu levar ao programa de auditório voltado para os jovens, boas atrações como Sandy e Júnior, Paralamas do Sucesso e Chitãozinho e Xororó. Mas infelizmente, o patrocinador do programa não fez a sua parte e o apresentador chegou a trabalhar nesta produção sem ganhar nenhum centavo! Devido aos fatos, o programa saiu do ar.

Foi então que Otaviano resolveu voltar à sua cidade natal. Mas quem disse que ele descansou?? Aos 22 anos, recebeu um convite da MTV local de Cuiabá para dirigir e divulgar a emissora por lá. Simultaneamente começou a apresentar o programa Tv Teen, na afiliada do SBT no Mato Grosso. Foi o primeiro programa infanto-juvenil com auditório do Centro-Oeste. Dois anos depois, o apresentador viu que sua experiência por lá já tinha acabado e decidiu partir para os Estados Unidos, onde teve aulas de como comandar uma emissora de Tv na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). Mas antes de embarcar deixou o seu portfolio em várias emissoras de Tv.

Quando voltou para a capital paulista, cerca de dois anos depois, Otaviano ainda era lembrado pelas emissoras e a que ele menos esperava o contratou: a Globo. Leonor Corrêa, irmã do Faustão, o chamou pra trabalhar como ator nas Pegadinhas("A oferta não era das melhores, até pensei em desistir, mas ví aquilo como uma chance"), e um pouco mais tarde foi promovido a repórter oficial do Domingão. Fez matérias em diversas partes do mundo com o Só Pra Contrariar, Charlie Brown Jr.... Foi aí que aconteceu a grande chance de Otaviano. Quando estava na Califórnia, entrevistando o Charlie Brown, recebeu um telefonema inesperado de Paulo Saad, da Band, o convidando para substituir Luciano Huck no H. Marcaram uma reunião para três dias depois em São Paulo, e resolveram tudo em quatro horas. Em 4 de outubro de 1999, Otaviano entrou no ar com seu primeiro programa. A atração musical? Coincidência ou não, foi o Charlie Brown Jr! No finzinho da sua estréia, o rapaz não segurou a emoção ao agradecer a todos que lhe ajudaram a chegar naquele posto e chorou. Espontaneamente, a platéia começou a gritar "Ah, Uh! Otaviano é nosso!" Dois meses depois, o programa ganhou um novo nome: O+(Ó Positivo).

As insatisfações do apresentador começaram a aparecer quando subitamente a direção da Bandeirantes resolveu mudar o nome do programa para O Super Positivo. "Eu soube uns três dias antes, mas não estava nada certo e a vinheta entrou no ar às duas da tarde. Pô, era um nome que já estava pegando. Ali começou um desgaste meu com a Bandeirantes", revela. E o tal desgaste perdurou por mais um ano, que veio cheio de mudanças. Além dos Gêmeos, da Feiticeira- que ganhou espaço como apresentadora coadjuvante- e da Internética, a Band colocou Sabrina Parlatore no então Super Positivo como co-apresentadora. Não que Otaviano fosse inimigo dos personagens, mas não era justo com o apresentador, que sempre deu conta da apresentação do programa sozinho. Em junho de 2001, mais um personagem: Dani Colt, uma policial que usava roupas minúsculas e se insinuava para os garotos participantes da brincadeira. O ponto alto do aborrecimento de Otaviano com a Band, foi a criação de mais um quadro apelativo: A Bela e As Feras. Nele, uma modelo ensaiava um strip-tease assim que o participante da brincadeira acertasse uma pergunta. Era tudo o que ele não queria: seu programa tinha se transformado e não havia mais espaço para a informação, que era o que ele mais gostava de apresentar aos seus telespectadores.

Em julho, Otaviano aceitou uma proposta da Rede Record para apresentar um programa com total liberdade para opinar, com foco em informação, jornalismo, debates, educação, prestação de serviços, bandas ao vivo e humor. Foi aí que, no dia 5 de novembro de 2001, surgiu o Domínio Público, programa extremamente voltado para o público jovem. A inovação veio também com a participação da DJ Érica Li, a primeira disc-jóquei mulher a trabalhar na Tv. Por erros estratégicos de horário, a atração acabou saindo do ar em janeiro para todo o Brasil, e em março para São Paulo. Mas o programa foi encerrado com a promessa de que o apresentador voltaria logo para apresentar um programa semanal.

Demorou um pouco, mas o novo programa chegou. Em 28 de outubro de 2002, Otaviano estreou- voltando ao horário nobre- o Jogos de Família, um game show entre famílias anônimas que sempre saem premiadas do programa. Dois meses depois, o programa saiu do ar e o apresentador logo ganhou o comando do No Vermelho, que era apresentado por José Luiz Datena. O programa tinha como objetivo ajudar quem estava com dívidas financeiras. Porém, o game durou pouco tempo e Otaviano está prestes a estrear um novo programa nas noites de sábado.

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