Molhadeira (Sequinho)
Aquarela (Toquinho)
 

Numa rua qualquer
Eu desenho um homem banguélo
Ponho apenas três dente
E pinto eles de amarelo
Com tijolo quebrado
Na mão eu desenho uma mula
E se acaso chover
aproveito pra brincar lá na chuva
Se eu móio a camisa
As carça e inté o meu chapéu
Num instante aproximo
De uma carroça da cor do céu
Vou galopano, cavalgano pressas ruas do sertão
Vou de mula carregando
Um balaio cheio de pinhão
Paro perto da portera
Abro, vou entrano
Estou de vorta ao lar
Bem molhadúúúú
 
Entre as nuvens vem surgindo
Um raio de sór pra me secar
Tudo agora vai secano
Com o vento a soprar
Basta pendurar e
Esperar um pouquinho
Só uns minutinho
E a gente vai ver
Como vai secar

 

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