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Depois do final da era apostólica, um período de cerca de quarenta anos permaneceu obscuro na história do cristianismo. Há indicações de que essa época, em que foram escritos os evangelhos e as epístolas, conheceu muitas mudanças e intenso trabalho missionário. Por volta do ano 100, o cristianismo já se havia estabelecido na Macedônia, na Anatólia, na Síria, na Grécia, em Roma e, possivelmente, no Egito. Apesar das diferenças entre as igrejas nas várias localidades onde se firmou o cristianismo, sua organização se deu em meados do século II e foi um dos meios usados pela igreja nascente para combater mais efetivamente as heresias da época. No final do século II a igreja cristã já se denominava católica (universal), termo usado pela primeira vez por santo Inácio de Antioquia. A primeira tentativa de estabelecer o cânon do Novo Testamento é também desse período. Ao redor do ano 150, a Bíblia grega foi traduzida para o latim, para uso na África. A partir do ano 300, quando o cristianismo já estava presente em todos os pontos do império -- incluindo agora o norte da África, a Itália central, a Gália meridional e a Espanha --, vários oficiais do governo e funcionários imperiais se converteram, levando o cristianismo para as classes mais altas da sociedade e também a membros do exército romano. No século IV a situação mudou radicalmente, em especial no Ocidente, primeiro com o afastamento voluntário de Diocleciano, em 305, e depois com um edito de tolerância para com os cristãos, de Galério, "sob a condição de que nada pratiquem que seja contrário à disciplina". Constantino, aclamado imperador no Oriente, partiu para a conquista do Ocidente. Durante o sono, imaginou ter visto as iniciais do nome de Cristo, com a inscrição "in hoc signo vinces" ("com este sinal vencerás"). Ao triunfar na batalha contra Maxêncio, em 312, aderiu ao cristianismo e, em 313, concedeu plena liberdade aos cristãos. Em 323, com a derrota de Licínio, que ainda controlava parte do império, foram abolidas totalmente as perseguições ao cristianismo. Iniciou-se assim uma nova fase de sua história: a união com o poder político, que culminou sob o governo de Teodósio I, em 380, quando foi proclamado religião oficial do estado. |