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CORRIDA
DE ORIENTAÇÃO, QUE ESPORTE É ESSE?
É uma espécie de "cross
humano", onde o atleta percorre os mais variados terrenos, tais
como campos, matas, rios e trilhas, proporcionando-lhe contato direto
com a natureza e, por assim ser, é considerado o "DESPORTO DA NATUREZA".
A corrida de orientação pode ser comparada a uma "caça ao tesouro",
onde o atleta, que não deve conhecer a região, por meio de um MAPA,
onde constam informações detalhadas sobre o terreno, auxiliado apenas
por uma bússola, percorre uma série de pontos de controle, tais
como árvores, pedras, encontro de trilhas, rios, ravinas, orlas,
cercas, construções, lagos, pontes, etc, sendo considerado vencedor
aquele que completar o percurso em menor tempo.
No início deste século,
um corredor de maratonas, que também era professor de matemática,
percebeu que as corridas estavam tornando-se monótonas, cansativas
e desestimulantes devido à sua extensão. Decidiu então que, antes
de cada competição, selecionaria um problema de difícil resolução
matemática procurando solucioná-lo mentalmente durante a corrida.
Assim percebeu que correndo ao mesmo tempo em que raciocinava, chegava
ao final bem menos extenuado e com um resposta matemática na ponta
da língua.
"Analogicamente, este esporte
é uma associação do condicionamento físico com uma atividade mental
intensa". Por volta de de 1918, na Suécia, o Major ERNEST KILLANDER,
líder escoteiro, organizou percursos e iniciou as primeiras competições
de orientação. Por este fato, KILLANDER é considerado o "PAI DA
ORIENTAÇÃO". Na Europa, principalmente nos países nórdicos (Noruega,
Finlândia e Suécia), a orientação faz parte inclusive dos currículos
escolares.
PRINCIPAIS
DATAS DA ORIENTAÇÃO
Em 1961, em Copenhague,
foi fundada a Internacional Orienteering Federation (IOF).
Em 1966 foi realizado na Finlândia o primeiro campeonato mundial
de Orientação.
Em 1987 a Orientação foi reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional.
ORIENTAÇÃO
NO BRASIL
A orientação começou a
surgir na década de 70 nas forças armadas, sendo sede de dois campeonatos
mundiais: Em 1983 em Curitiba/PR e em 1992 em Brasília/DF.
No Brasil existem muitos
clubes de orientação, na grande maioria fundados por militares apaixonados
por este esporte, sendo maior a inicidência nas regiões sul, sudeste
e centro-oeste, que organizam anualmente circuitos e campeonatos estaduais.
Atualmente as competições
mais importantes são:
· Circuito Paranaense de
Orientação - CIPO
· Campeonato Gaúcho de Orientação - CGO
· Campeonato Paulista de Orientação - CAMPOR
· Circuito Mineiro de Orientação - CIMO
· Campeonato de Orientação do Distrito Federal - CODF
· Campeonato Carioca de Orientação
PRINCIPAIS
DATAS DA ORIENTAÇÃO NO BRASIL
Em dezembro de 1995, o clube de orientação Santa Maria organizou
o 1° Campeonato Sulamericano de orientação.
Em dezembro de 1996 a Eco Sistema organizou o 1° Troféu Brasil
de Orientação em São José dos Campos - SP.
Em dezembro de 1997 o clube de orientação de Curitiba, organizou
o 2° Campeonato Sulamericano de orientação.
Em dezembro de 1998 o clube de orientação Calção Preto organizou
o 2° Troféu Brasil de orientação, no Rio de Janeiro. Em janeiro
de 1998 foi fundada a Confederação Brasileira de Orientação (CBO),
em congresso realizado em Foz de Iguaçu/PR. Em 31 de maio de 1998
foi fundada a Federação Paranaense de Orientação (FPO).
O percurso de uma prova de Orientação indica os pontos do
terreno que devem ser visitados pelo atleta, mas é este quem deve
escolher o melhor caminho para chegar até os controles. Consta
de um ponto de partida marcado por um triângulo no mapa; uma série
de controles marcados por círculos e um ponto de chegada marcado
por dois círculos concêntricos. Geralmente, a numeração dos pontos
indica a ordem em que devem ser visitados, mas existem modalidades
em que o próprio corredor escolhe quais pontos serão visitados
e em que ordem. O grande fascínio da Orientação vem justamente
desta peculiaridade: o atleta deve estar sempre raciocinando em
cima do mapa e do terreno, buscando decidir qual o melhor caminho
para atingir seu objetivo enquanto está progredindo de uma posição
para outra em florestas, num bosques, montanhas, pântanos, em
resumo: num terreno selvagem que lhe é totalmente desconhecido.
Entenda-se como "melhor" caminho aquele que é o mais rápido, menos
desgastante, mais seguro e preciso para as habilidades do orientador.
Cada círculo do percurso no mapa indica no terreno a localização
exata do que se chama prisma, uma espécie de bandeirola vermelha
e branca que indica que ali está o ponto de controle procurado.
Mas como o atleta prova que passou por todos os controles do percurso
marcado no mapa? No momento da partida (ou antes dele) ele recebe
o seu cartão de controle que contém uma planilha onde constam
as descrições do lugar exato onde está o prisma. Nesses prismas
existem picotadores (uma espécie de grampeador) que o orientador
deve usar para fazer uma marca específica no seu cartão de controle.
Ela funciona como um código que comprova que o atleta passou por
ali.
UNIFORME
UTILIZADO NA ORIENTAÇÃO
Vestimenta O mais indicado é o uniforme composto
de calça e camiseta de manga
longa, confeccionado em material leve que não retenha a água.
Os tecidos mais usados são o nylon e o trilobal. Tênis específico
para a modalidade com boa aderência ao solo e que tenha sistema
de amortecimento do impacto. Podem ser usadas caneleiras confeccionadas
em nylon ou tecidos elásticos com proteção na parte anterior.
Existem vários modelos. O mais simples consiste
num retângulo de acrílico onde é montada
a agulha magnética protegida por um limbo graduado. Geralmente,
possui escalas milimetradas diversas em suas laterais. Algumas
possuem uma pequena lente para visualizar detalhes pequenos dos
mapas.
Outro tipo de bússola é a que fica presa à
mão através de um anel que envolve
o polegar. O orientador pode segurar a bússola e a carta na mesma
mão, tendo mais liberdade de movimentos.
É o cartão que provê as informações sobre o
percurso e sobre os pontos de controle .
Determina o tipo de elemento onde se encontra o ponto de controle,
suas características e sua localização. Identifica o ponto de
controle e dá outras informações complementares. Estas informações
podem estar por escrito (iniciantes) ou por símbolos semelhantes
aos do mapa (sinalética).
Os pontos de controle marcados no mapa são
balizados
no terreno por prismas triangulares (30cm de aresta) na cor branca
e laranja. O suporte do prisma mantém, também, um picotador com
o qual o orientador irá marcar o cartão de controle, validando
sua passagem no ponto.
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