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Quilombo dos Palmares Quilombo dos Palmares, uma das maiores organizações de escravos negros foragidos das fazendas que estruturou-se no período colonial e que resistiu por quase um século. No final do século XVI o Quilombo dos Palmares ocupava uma vasta área coberta de palmeiras, que se estendia do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco. Em fins do século XVII o território foi reduzido à região de Una e Serinháem, em Pernambuco, Porto Calvo e São Francisco, atual Penedo, em Alagoas. Os escravos organizaram um verdadeiro Estado, nos moldes africanos, com o quilombo constituído de povoações diversas, mocambos, governados por oligarcas sob a chefia suprema do rei Ganga Zumba. Zumbi, seu sobrinho, herdou a liderança do quilombo por valor pessoal e combatividade. A partir de 1667, aumentaram os ataques contra o quilombo, com o objetivo de recapturar os escravos e reconquistar as terras. Em 1694 o quilombo foi derrotado com o ataque simultâneo de três colunas: uma dos paulistas, comandados por Domingos Jorge Velho, outra dos pernambucanos, liderados por Bernardo Vieira de Melo, e a dos alagoanos, chefiada por Sebastião Dias. Centenas de pessoas morreram em combate, muitas mulheres e crianças imploraram misericórdia e grande parte fugiu para o sertão, dos quais cerca de 200, acossados por Vieira de Melo, caíram em um precipício. Zumbi sobreviveu à destruição, mantendo a resistência até 20 de novembro de 1695, quando morreu em uma emboscada.
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